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Saiba como será a reforma do Museu Nacional

Imagens do futuro Museu Nacional mostram uma fusão do antigo com o contemporâneo. Abertura será em 2022 para celebrar o bicentenário da Independência

21 de fevereiro de 2021
Parte frontal do Museu Nacional deve ficar pronta para o bicentenário da Independência, em 1822 (Imagens UFRJ)

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A reforma do primeiro bloco do Museu Nacional será concluída até 2022 para a celebração do bicentenário da Independência do Brasil. A estimativa é da reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, que prevê também a implantação do campus de Pesquisa e Ensino já em 2021. O projeto de arquitetura e restauro para a reforma do Museu Nacional será do consórcio H+F Arquitetos e Atelier de Arquitetura e Desenho Urbano, vencedor de licitação do Projeto Museu Nacional Vive.

A escolha foi feita pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O projeto engloba estudos arquitetônicos, de legislação, fluxos de circulação, sustentabilidade, acessibilidade, segurança e conforto ambiental para reconstrução do museu, destruído pelo incêndio de 2 de setembro de 2018. Foi a maior tragédia da história do patrimônio histórico brasileiro.

Andames no Museu Nacional
Museu Nacional, na Quinta, um ano após o incêndio (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Segundo a Unesco, o projeto para a reforma do Museu Nacional atenderá aos mais rigorosos padrões internacionais de acessibilidade e segurança, o que o tornará uma fonte renovada de cultura e história ainda mais integrada à comunidade. “No momento em que o mundo atravessa uma das crises mais difíceis de sua história, a busca por soluções conjuntas e inovadoras é imperativa para termos, no menor prazo possível, o Museu Nacional aberto para o público”, disse a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.

Paes ajudará na reforma do Museu Nacional

Linhas contemporâneas no entorno do prédio, na Quinta da Boa Vista, deverão ressaltar as linhas centenárias após a reforma do Museu Nacional. “Nossa proposta busca o restauro não apenas do Paço de São Cristóvão, mas também do conjunto de espaços livres que o circundam, ampliando a integração do museu com a Quinta da Boa Vista e organizando um conjunto mais articulado e inclusivo”, informou o arquiteto Pablo Hereñú, do consórcio vencedor.

 

Vista superior do Saguão de Acesso às Exposições, do Museu Nacional
O saguão de acesso às exposições traz elementos novos e insere o incêndio na narrativa histórica do edifício (Agência Brasil)

O investimento do Projeto Museu Nacional Vive nesta fase será de R$ 2.695.212,50. O prazo de execução das atividades contratadas é de 18 meses. Os recursos, apesar de escassos, estão chegando, e a perspectiva da concretização deste sonho pode animar outras contribuições. Já há garantia do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), da Vale do Rio Doce e do Bradesco.


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O Museu Nacional guardava o maior acervo de história natural e de antropologia da América Latina. A instituição é uma unidade da UFRJ, a única universidade centenária do país. O prefeito Eduardo Paes também prometeu ajudar na reconstrução, apesar de graves problemas da cidade cuja solução depende diretamente da sua intervenção.

Alerj aprovou R$ 20 milhões

A Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) já foi autorizada a repassar R$ 20 milhões do Fundo Especial do Parlamento Fluminense à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), proprietária do Museu, para revitalização e reforma da atração. O Projeto de Lei 8.971/20 foi sancionado pelo governador e a lei foi publicada no Diário Oficial de 10 de agosto ano ano passado.

Parte externa do Museu Nacional
Vista lateral do futuro Museu Nacional: antigo e contemporâneo (UFRJ)

Para liberar a verba, a Alerj espera um plano de trabalho executivo, detalhando as ações realizadas e objetivos, além dos itens de despesa e o cronograma de desembolso. A Universidade deve divulgar as informações em seu site eletrônico oficial, garantindo a transparência e favorecendo a fiscalização. O edital para o projeto contemplou aspectos previstos no Programa de Revitalização do Museu, desenvolvido por servidores da instituição antes do incêndio.

“O projeto de arquitetura do seu interior encontra-se em formação, que será feito em conjunto com diversos parceiros, incluindo o Iphan, levando-se em conta o que queremos ser: um museu de História Natural e Antropologia inovador, sustentável e acessível que promova a valorização do patrimônio científico e cultural e que, pelo olhar da ciência, convide à reflexão sobre o mundo que nos cerca e, ao mesmo tempo, nos leve a sonhar. A escolha do consórcio para a realização do projeto de arquitetura é o primeiro passo decisivo nessa direção”, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner.

Fonte: Agência Brasil