Turismo

Safári no Rio? Este ano o Zoo vai virar BioParque, sem jaulas

BioParque terá local em que visitantes poderão ficar próximos a animais soltos, semelhante a um safári na savana africana. Abertura deve ser no fim do ano

28 de julho de 2020
Visitantes do BioParque poderão ficar próximos a hipopótamos sem jaula (Foto: Deposit Photo)

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Já imaginou fazer um safári no Rio de Janeiro? Em breve, cariocas e visitantes poderão sentir um gostinho de aventura na savana africana. A cidade está prestes a ganhar um novo ponto turístico. Na verdade, um velho conhecido vem sendo totalmente reconstruído e modernizado. O antigo zoológico vai se transformar no BioParque do Rio, um novo conceito focado no “bem-estar” animal.

Os bichos continuarão presos, é claro, mas em espaços bem mais amplos, fora das jaulas. Fernando Menezes, diretor do Grupo Catarata, responsável pelo projeto, ressalta “um novo conceito de zoológico” neste que será, segundo ele, “um presente” para a Cidade Maravilhosa. “Na área das aves, por exemplo, você vai viver imersão em uma área de mais de 1.300 metros quadrados, com mais de 50 diferentes espécies, mais de 220 indivíduos, todos com um propósito de conservação”, acrescentou Menezes.


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As obras começaram em 2018, mas que tiveram de ser paralisadas devido à pandemia. Já foram retomadas, e a previsão é de que a inauguração seja em novembro ou dezembro.

Obras do BioParque foram retomadas após paralisação pela pandemia (Foto: Divulgação)

Além disso, o BioParque terá projetos em educação e pesquisa, assumindo uma missão de conservação de espécies ameaçadas de extinção, estudando seus hábitos, cuidando, proporcionando um ambiente favorável à reprodução e com muito esforço para resgatar características dos habitats naturais.

O Plano de População desenvolvido pela equipe do Bioparque, segundo o diretor do Grupo Cataratas, vai garantir que os animais tenham um propósito, sendo associados ao tripé educação, pesquisa e conservação. “Já iniciamos projetos de pesquisa e reintrodução com espécies como cutias e antas, que foram recentemente reintegradas à natureza, voltando a cumprir com seu papel, que é fundamental no ecossistema de Mata Atlântica”, exemplificou.

Por dentro do BioParque

Será no local chamado Aventura Selvagem que o visitante poderá se sentir na savana africana, ficando próximo de animais soltos, como hipopótamos, zebras, girafas e impalas. Já o Viveirão Imersivo será destinado às aves e reunirá mais de 220 animais de 50 diferentes espécies, representantes de biomas como Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. O espaço causará a sensação de imersão em uma floresta, com observação de tucanos, araras e papagaios.

Um outro espaço é dedicado aos animais de sangue frio, como cobras e jacarés. Toda ambientação se aproxima dos habitats das espécies. Os felinos e canídeos também terão seu ambiente próprio, onde o visitante poderá observar onça, lobo-guará e leão através de grandes painéis de vidro. Além disso, o BioParque contará com um ambiente exclusivo aos animais asiáticos, com grandes piscinas.

Elefantes poderão mergulhar em piscina (Foto: Reprodução)

A Fazendinha continuará sendo um local de educação, onde as crianças terão contato próximo com os animais. É lá que se aprende de onde vem o leite e os ovos que fazem parte da alimentação da garotada. O parque ganha também nova área gastronômica, playground, renovação da Alameda das Palmeiras e a criação do Boulevard Histórico.

Planos de sócios

Quem quiser, poderá ser sócio do BioParque do Rio. No Plano Família, sai R$ 19,99 por mês para quatro pessoas. O plano individual fica em R$ 7,99. Por enquanto, no entanto, está suspensa a venda por conta da pandemia. Confira em bioparquedorio.com.br.