S. Dumont tem exposição que atesta presença indígena nas Ilhas Cagarras | Diário do Porto


Exposição

S. Dumont tem exposição que atesta presença indígena nas Ilhas Cagarras

Mostra “Nas Asas da Ciência – um voo pelas Ilhas Cagarras” leva passageiros e visitantes do Santos Dumont a uma viagem pelo arquipélago da zona sul do Rio

20 de dezembro de 2021

Tartaruga gigante é uma das espécies das Ilhas Cagarras, onde os tupi-guarani já estavam antes do século XV (foto: Divulgação)

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A partir de quarta-feira, o Aeroporto Santos Dumont recebe a exposição “Nas Asas da Ciência – Um Voo pelas Ilhas Cagarras”. A mostra é fruto de uma parceria do Museu Nacional/UFRJ com a INFRAERO, o ICMBio,  Projeto Ilhas do Rio,  Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Colônia de Pescadores Artesanais de Copacabana (Z-13), com o apoio das empresas Ecossis e Emob. O evento é gratuito e será realizado em um espaço no saguão de desembarque do aeroporto.

O objetivo dos organizadores é levar aos cariocas e visitantes informações científicas sobre um dos grandes símbolos de beleza e biodiversidade marinha do Rio de Janeiro: o Monumento Natural das Ilhas Cagarras (MONA Cagarras). Criada em 2010, esta Unidade de Conservação (UC) federal fica ao sul da Praia de Ipanema e abriga espécies endêmicas, raras, ameaçadas de extinção, que estão na exposição. Serão apresentados também modelos de artefatos arqueológicos, como machados de pedra polida e cerâmicas, que foram encontrados no arquipélago em 2011 e registram a presença de índios tupi-guarani, desde antes da chegada dos europeus à América.

O arquipélago é formado por um conjunto de seis ilhas e ilhotas. O conjunto preserva ecossistemas terrestres e marinhos reconhecidos internacionalmente pela importância à conservação da natureza.  Nos costões rochosos submarinos e nas águas do entorno foram identificadas cerca de 50 espécies de macroalgas, 180 de invertebrados, 174 de peixes recifais, 10 de aves marinhas e seis de cetáceos. Do costão emerso até o cume da ilha mais alta, são conhecidas 192 espécies de plantas vasculares, 50 de insetos e aracnídeos, além de outras 46 de aves.

“As Ilhas Cagarras têm grande valor paisagístico, arqueológico, cultural e ecossistêmico para os moradores do Rio de Janeiro e para os turistas que visitam a cidade. Grande parte dos voos que chegam e partem da cidade sobrevoam esse cartão postal natural. O público terá a oportunidade de contemplar a rica biodiversidade da região, conhecer uma parte singular da história indígena do Brasil e se aproximar dos resultados científicos produzidos por diversas linhas de pesquisa na Unidade de Conservação”, explica o pesquisador Fernando Moraes, um dos organizadores da exposição.

A exposição tem cerca de 50 exemplares taxidermizados de diferentes espécies e grupos zoológicos da Coleção Didático-Científica da Seção de Assistência ao Ensino do Museu Nacional/UFRJ, como caranguejos, conchas, corais, esponjas e estrelas-do-mar. Destacam-se no acervo as duas aves marinhas mais emblemáticas da UC, o atobá-marrom e a fragata, além de um peixe mero, com mais de 1 metro de comprimento, doado pelo Projeto Meros do Brasil.

Disponibilizadas pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, duas espécies de bromélias típicas do MONA Cagarras ficarão expostas no saguão de desembarque, aproximando ainda mais o público da temática natural. Textos, fotos, vídeos, mapas, maquetes e um painel interativo integram a exposição.


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