Rodoviárias arrecadam donativos para Brumadinho | Diário do Porto


Tragédia

Rodoviárias arrecadam donativos para Brumadinho

Donativos arrecadados nas rodoviárias serão levados a BH pela Útil e Cometa. Coronel bombeiro fala em 354 desaparecidos. Bolsonaro sobrevoa área

26 de janeiro de 2019

Foto tirada do helicóptero com o presidente Bolsonaro e o governador Zema (Isac Nóbrega/PR)

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A Rodoviária do Rio e as autoviações Util e Cometa vão recolher a partir desta segunda-feira 28 doações para a cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, devastada após o rompimento de barragens da mineradora Vale.

A campanha destinará os donativos às famílias e vítimas da tragédia. As caixas de coleta estarão nos principais acessos da Rodoviária do Rio (entradas e saídas), na Rodoviária Roberto Silveira (Niterói) e nas salas Vips da Util e da Cometa para receber as doações a qualquer hora.

A Defesa Civil de Minas Gerais solicita prioritariamente a doação de itens de extrema necessidade, como: água mineral, roupas, material de higiene pessoal e de limpeza além de alimentos não perecíveis.

O material será levado pelas duas empresas até a Rodoviária de BH e seguirão para o posto de recolhimento montado pela Arquidiocese de BH (Rua Além Paraíba, 208 – Lagoinha / Telefone: 3423-2187). Também é possível doar pela conta: Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política Agência – 3494-0 Conta Corrente: 26227-7.

 

“Possibilidade de 354 desaparecidos”

Dezenas de bombeiros trabalham em quatro pontos da região de Brumadinho na expectativa de encontrar sobreviventes. De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Edgard Estevo da Silva, os locais incluem um ônibus e uma locomotiva já localizados, um prédio próximo ao restaurante da Vale e também a comunidade Parque das Cachoeiras.

 

Na manhã deste sábado 26, o comandante explicou que 14 aeronaves fazem busca e resgate de vítimas, incluindo helicópteros da Polícia Militar e da Polícia Civil e da Força Aérea Brasileira, além de uma aeronave cedida pelo Estado do Rio de Janeiro.

“Estamos trabalhando com a possibilidade de 354 pessoas desaparecidas”, disse o coronel, citando que a maioria das pessoas ainda não localizadas foi cadastrada pela própria mineradora, entre operários e terceirizados.

A partir de segunda-feira 28, cães farejadores devem passar a auxiliar os trabalhos. Tecnologia colocada à disposição pelo governo de Israel, aceita pelo presidente Jair Bolsonaro, poderá ser empregada na localização, por imagem, de corpos que se encontram submersos na lama.

Área estabilizada

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais, Evandro Geraldo Ferreira Borges, a área considerada crítica na região já está estabilizada, mas a barragem VI, com água, localizada ao lado da que se rompeu, está sendo monitorada de forma constante “em face do risco de rompimento”.

Borges destacou que a tragédia em Brumadinho representa cerca de um quarto do que aconteceu em Mariana (MG) há três anos, quando uma barragem de rejeitos também se rompeu. Entretanto, o número de mortos, desta vez, deve ser maior, já que os 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos atingiram, além da área administrativa da mineradora, a populações ribeirinhas e moradores da região.

Segundo a Defesa Civil do estado, pelo menos 19 famílias foram desalojadas após o rompimento da barragem, totalizando 60 pessoas hospedadas em hotéis custeados pela Vale.

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais atualizou para 11 o número de corpos resgatados após o rompimento da barragem re rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho. De acordo com a corporação, um ônibus com funcionários da empresa já foi localizado e nenhum dos ocupantes sobreviveu.

“Como é um local de difícil acesso e precisamos de um maquinário especial para acessar a estrutura e retirar essas vítimas, ainda não fechamos o número de óbitos. Mas esse número de óbitos vai aumentar”, informou o Corpo de Bombeiros.

Desaparecidos

Conforme os dados, 166 funcionários da Vale e 130 terceirizados estão desaparecidos.

Das 176 pessoas encontradas com vida, 23 estão hospitalizadas.

Governador tem esperança 

Bolsonaro e o governador Zema sobrevoam a região atingida
Bolsonaro e o governador Zema sobrevoam a região atingida (Isac Nóbrega/PR)

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disse que mantém a esperança de encontrar sobreviventes. “Vamos fazer o possível e o impossível para isso”, destacou, por meio de seu perfil na rede social Twitter.

Zema sobrevoou a área atingida pelos rejeitos da barragem, acompanhado do presidente Jair Bolsonaro, que prometeu todo apoio da União a Minas Gerais. Ainda no Twitter, o governador agradeceu a solidariedade e a ajuda ao povo mineiro e disse que todas as providências em relação à tragédia serão tomadas.

O presidente Bolsonaro conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre ajuda na busca de pessoas desaparecidas. “Por telefone, o primeiro-ministro de Israel nos ofereceu ajuda para a busca de desaparecidos no desastre de Brumadinho/MG. Aceitamos e agradecemos mais essa tecnologia israelense a serviço da humanidade”, informou via Twitter .

Após sobrevoar a área atingida e retornar a Brasília, Bolsonaro disse que “o governo federal [junto] com o governo estadual tomaram todas as providências de imediato para ajudar a minimizar a dor dos familiares”. Segundo o presidente, “daqui para frente o trabalho é basicamente de busca de desaparecidos. Infelizmente, pode aumentar muito o número de mortes”, lamentou

Desastre

O rompimento da barragem B1 ocorreu no início da tarde de ontem (25), na Mina Córrego do Feijão. A quantidade de rejeito acumulado na estrutura fez com que uma outra barragem transbordasse. A lama atingiu uma área administrativa da companhia e parte da comunidade de Vila Ferteco. A barragem estava há mais de três anos inativa, sem receber resíduos. A última auditoria, datada de 10 de janeiro, não apontou nenhuma irregularidade, segundo a mineradora. A Vale ainda não sabe o que motivou o rompimento.

Com Agência Brasil 


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