Economia

Rodoviária do Rio e viações estão prontas para volta das viagens

Em live do DIÁRIO DO PORTO, Rodoviária do Rio disse que espera aumento de 20% em viagens nos próximos 2 meses. Máscaras são parte do novo normal nos ônibus

25 de maio de 2020
Participantes da Live do DIÁRIO DO PORTO mostraram muito otimismo sobre a volta das viagens rodoviárias de ônibus (foto: Divulgação)

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As empresas de ônibus que operam na Rodoviária do Rio se preparam para a retomada das viagens intermunicipais e interestaduais, nos próximos 2 meses, caso se consolidem as projeções de redução dos casos de Covid-19, a doença do novo coronavírus.

Esse foi o cenário relatado pelos participantes da Live do DIÁRIO DO PORTO sobre as perspectivas do transporte rodoviário, promovida nesta segunda-feira, 25, no Facebook.

Debateram o tema Beatriz Lima, da Rodoviária do Rio; Rodrigo Mont´Alverne, gerente de marketing da Guanabara e Real Expresso; e Leticia Pineschi, gerente da Útil S/A e conselheira da Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros), com a mediação de Aziz Filho, editor do DIÁRIO DO PORTO.

Rodoviária do Rio aumenta operações em junho

Atualmente, a Rodoviária trabalha com apenas 3% de sua capacidade, mantendo apenas poucas viagens para São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e outros Estados do Nordeste, que continuam permitidas mesmo dentro das restrições impostas pelo isolamento social.

Com a volta de mais viagens a partir de junho, as viações de ônibus acreditam que o movimento possa voltar a 20% ao final dos próximos 2 meses e estar perto de 100%, no fim do ano.

Mas, como destacou Rodrigo Mont´Alverne, a volta a uma situação semelhante à existente antes da pandemia só será possível quando houver uma vacina eficaz contra o novo coronavírus. Até lá, vamos viver a situação que vem sendo descrita como o novo normal.


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Dentro desse novo normal, as viagens em ônibus serão o grande fator a impulsionar a retomada do turismo interno no Brasil, fator fundamental para aquecer a economia, gerar emprego, renda e arrecadação tributária, concordaram os três debatedores da Live.

Leticia Pinechi enfatizou que as viações de ônibus e a Rodoviária já estão tomando todas as precauções para tornar as viagens rodoviárias mais seguras para os passageiros. Porém, o equipamento mais fundamental continuará sendo o uso das máscaras individuais de proteção, durante todo o trajeto.

“O uso da máscara, o tempo todo e corretamente, é mais efetivo do que tentar manter um afastamento de 2 metros entre os passageiros, medida que seria impossível de ser realizada dentro dos ônibus”, afirmou Leticia.

Já Beatriz Lima destacou as providências que já estão sendo tomadas na própria Rodoviária do Rio e no interior dos ônibus, como a higienização das instalações com produto que tem ação por 72 horas contra vírus, bactérias e outros micro-organismos. Além disso, há o cuidado com os dutos e filtros dos aparelhos de ar-condicionado e medidas para evitar aglomerações em embarques, desembarques e no interior do terminal.

Promoção de passagens na Rodoviária do Rio

Para estimular a volta das viagens e antecipar receita para as viações de ônibus, a maior parte das empresas que operam na Rodoviária está participando da promoção que oferece descontos de até 50% na compra de bilhetes antecipados.

A promoção é muito interessante principalmente para quem tem planos ou necessidade de viajar dentro dos próximos 12 meses, tempo de validade dos bilhetes. Os viajantes podem comprar quantas passagens quiserem, obtendo o desconto, e ainda pagar com cartões de crédito. Quando forem usar os vouchers, basta ligar para as empresas e agendar as viagens.

Letícia relatou também a preocupação das viações em manter o quadro de funcionários. “As empresas acreditam na retomada da economia e na importância das viagens rodoviárias para a população brasileira. Então, para isso é necessário manter o máximo possível o quadro altamente treinado e preparado de seus empregados”.

Porém, a recessão causada pela pandemia será fatal para muitas empresas do setor. Segundo Letícia, 30% das viações de ônibus não vão sobreviver à crise, pois são de pequeno porte e não estão conseguindo acesso aos programas de auxílio governamental. Atualmente, há cerca de 120 no mercado.