RJ registra saldo comercial de US$ 10 bi em 2021 | Diário do Porto


Exportação

RJ registra saldo comercial de US$ 10 bi em 2021

Exportações do RJ registraram alta de 44%, com destaque para as vendas em petróleo e gás. Segundo Firjan, resultado comercial foi o melhor em 11 anos

15 de fevereiro de 2022

RJ teve saldo comercial recorde de US$ 10 bilhões em 2021 (Divulgação/Cia. Docas RJ)

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O Rio de Janeiro teve saldo comercial recorde de US$ 10 bilhões em 2021, resultado de US$ 32,5 bilhões em exportações e US$ 22,4 bilhões em importações, maiores valores da série histórica iniciada em 2000. Os números fazem parte do Boletim Rio Exporta da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Foi um ano de recuperação dos resultados do comércio exterior brasileiro, após um 2020 bastante desafiador com o surgimento da Covid-19. A retomada econômica evidenciou os impactos causados pela pandemia nas cadeias produtivas. Com incremento de 46% no ano, a indústria de petróleo e gás registrou participação de 74% nas exportações fluminenses, reforçando a vocação do estado para esse mercado.

Além da indústria de petróleo, o avanço de 89% nas vendas de produtos semimanufaturados (US$ 2,9 bilhões) contribuiu para o bom desempenho da balança comercial. As exportações que mais se sobressaíram foram dos setores de metalurgia (alta de 79%) e máquinas e equipamentos (78%).

As vendas de produtos básicos subiram 45% e as de manufaturados, 21%. A corrente de comércio anual do estado foi de US$ 54,9 bilhões, mantendo o Rio de Janeiro como o segundo player em participação na corrente de comércio nacional, atrás apenas de São Paulo. Os embarques fluminenses representaram 12% do total brasileiro.

Entre os produtos, destacam-se os semimanufaturados de ferro ou aço enviados para o mercado norte-americano (+ 82%). Com o aquecimento da economia dos EUA, o país se manteve como principal parceiro comercial do estado, excluindo petróleo, representando 43% das exportações fluminenses. A China, por sua vez, foi o nosso principal comprador de petróleo (48% dos embarques).

Nas importações, as compras fluminenses de óleos brutos de petróleo cresceram 65%, com destaque para Arábia Saudita. A alta do preço do barril de petróleo impactou diretamente nos valores recordes de exportações e importações. O preço do barril saltou de US$ 51,22 em janeiro para US$ 77,24 em dezembro. Adicionalmente, as compras de combustíveis e lubrificantes cresceram 237%.

Nas indústrias, os principais desembarques foram na categoria equipamentos de transporte, que incluem plataformas de petróleo, concentrando 21% do total. Entre os produtos, o principal foi gás natural liquefeito (GNL), com alta de mais de 1.000%. Ênfase também para os desembarques originados de países sul-americanos, como o Paraguai (energia elétrica), alta de mais de 1.000%; Argentina (+ 87%); e Chile (+ 153%).

Veja mais detalhes na página do Boletim Rio Exporta: https://www.firjan.com.br/publicacoes/dados-dinamicos/boletim-rio-exporta/default.htm


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