RJ fabricará esponja que pode limpar Baía de Guanabara | Diário do Porto


Meio Ambiente

RJ fabricará esponja que pode limpar Baía de Guanabara

Estado vai criar um Centro de Tecnologia para produção de esponja de grafeno em escala industrial. Material pode ser usado na limpeza de rios, baías e lagoas

14 de janeiro de 2022

Ministro Marcos Pontes e secretário estadual Dr. Serginho em demonstração de esponja que pode limpar Baía de Guanabara (divulgação/Secti)

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O secretário estadual deCiência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro,Dr. Serginho, anunciou, nesta sexta-feira (14/01), no Rio Innovation Week, que o Estado terá um Centro Tecnológico para produção da esponja de grafeno em escala industrial. As esponjas hidrofóbicas feitas do material são reutilizáveis e retiram materiais oleosos de superfícies aquáticas como rios, baías como a de Guanabara e lagoas com maior rapidez que as tecnologias atuais. O grafeno é forma do carbono que tem propriedades como resistência mecânica e, ao mesmo tempo, leveza, e se apresenta de forma abundante no Brasil.

A cerimônia de apresentação contou com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, o astronauta Marcos Pontes, Dr. Serginho e representantes da Universidade de Caxias do Sul, e da empresa Zextec, participantes do projeto.

“A espuma de grafeno pode se tornar nossa grande aliada na despoluição da Baía de Guanabara. É uma solução sustentável e com custo muito menor do que as tecnologias utilizadas até então com esse objetivo. O lançamento desse produto é a prova de como investir em pesquisa de qualidade traz resultados imensuráveis para a sociedade”, ressaltou Dr. Serginho.

Uma aliada da Baía de Guanabara

Uma balsa elétrica equipada com a espuma demonstrou a capacidade de retirar óleos e outras substâncias orgânicas da água, podendo ser usada para limpeza de locais com derramamento permanente desses produtos, como portos, pontos de extração de petróleo e refinarias. A tecnologia passou por dois anos de desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Engenharias de Processos e Tecnologias da Universidade de Caxias do Sul (UCS) a partir de um projeto de pesquisa sobre espumas hidrofóbicas (capazes de repelir a água).

O material possui inúmeras aplicações além da limpeza de superfícies aquáticas, podendo ser usado tanto em novos modelos de comunicações ópticas, quanto em adesivos rastreadores de saúde, por exemplo. O novo Centro Tecnológico , que vai se chamar Centro Tecnológico Enéas Carneiro, já é uma realidade e será instalado na cidade de Niterói. O Centro homenageia o professor Enéas Carneiro, candidato do antigo Prona à presidência da República nos anos 80 e 90 e famoso belo bordão “Meu Nome é Enéas”.

“Graças ao esforço conjunto de pesquisadores brasileiros, autoridades e empresas, hoje, o Brasil já produz diversos produtos a partir do grafeno, transformando conhecimento e tecnologia em emprego e renda para o país”, ressaltou o ministro Marcos Pontes.


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