Rio vai ganhar novas unidades de conservação marinha | Diário do Porto

Meio Ambiente

Rio vai ganhar novas unidades de conservação marinha

Em parceria com AquaRio, Núcleo da Vida Marinha fortalecerá estudos para proteger baleias jubarte. Hoje, única UC marinha do Rio é nas Ilhas Cagarras

9 de junho de 2021


As ilhas Cagarras, na Zona Sul do Rio: preservação (Pedro Kirilos/Riotur)


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Além do Monumento Natural das Ilhas Cagarras, única Unidade de Conservação Marinha do Rio de Janeiro, outras áreas do litoral carioca podem se tornar áreas de proteção a ecossistemas marinhos e costeiros. A criação de novas UCs marinhas deverá ser um dos principais resultados dos trabalhos do Núcleo de Vida Marinha, que acaba de ser lançado pelo município. A ação faz parte da preparação para a Rio+30 Cidades, no primeiro semestre de 2022.

Estudos serão realizados para selecionar novas áreas para a criação de novas Unidades de Conservação Marinha no município. Uma das prioridades é assegurar o trajeto da rota migratória da baleia jubarte no litoral carioca”, antecipou ao DIÁRIO DO PORTO a bióloga Simone Pennafirme, que gerenciará o núcleo. Segundo ela, o processo não é rápido: as novas áreas deverão passar ainda por estudos de viabilidade em diferentes etapas.

35 pesquisas em andamento

O projeto da Secretaria de Meio Ambiente da Cidade contará com apoio técnico do AquaRio, que promove estudos sobre a conservação da biodiversidade marinha ao longo de quase cinco anos. A instituição conta hoje com 35 pesquisas em andamento, como a reprodução de tubarões e raias no litoral carioca e a restauração de recifes de corais. A novidade foi anunciada nesta terça-feira, 8, Dia Mundial dos Oceanos.

Com 246 quilômetros de litoral e duas baías urbanas, o Rio de Janeiro sustenta boa parte da atividade econômica com o oceano. Segundo Simone, que é doutora em Biologia Marinha pela Universidade Federal Fluminense (UFF), a criação do Núcleo fortalecerá a pesquisa marinha já realizada pelos centros de estudos do Rio e estabelecerá novas parcerias entre a ciência e a gestão de políticas públicas para os oceanos.


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“É colocar em prática o lema da Década dos Oceanos – ‘A Ciência que precisamos para o Oceano que queremos’“, afirma a bióloga. O Núcleo conta já com a colaboração do AquaRio para utilização do equipamento no desenvolvimento de pesquisas acadêmicas junto às universidades. “As parcerias com as universidades e institutos vêm no intuito de contribuir para a geração do conhecimento necessário para a criação de novas Unidades de Conservação”, disse Simone.

Eduardo Cavaliere, secretário de Meio Ambiente da Cidade, disse que a criação do Núcleo de Vida Marinha na Década dos Oceanos “demonstra o compromisso da Prefeitura com a ciência e coloca a cidade na vanguarda climática, retomando o seu protagonismo ambiental”. Para Marcelo Szpilman, presidente de honra e idealizador do AquaRio, é fundamental que “numa cidade contornada pelo mar o poder público reconheça a importância de ter um trabalho voltado para a conservação do ambiente marinho”.



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