Rio reduz circulação de 8,1 bilhões de sacolas plásticas | Diário do Porto


Meio Ambiente

Rio reduz circulação de 8,1 bilhões de sacolas plásticas

Redução é resultado da Lei das Sacolas Plásticas, que completa 3 anos em julho e promove a diminuição das embalagens de plástico no Rio

21 de julho de 2022

Para o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, o comportamento do consumidor mudou com a lei estadual (Foto: ASSERJ/ Divulgação)

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Nos últimos três anos, de acordo com a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), foram registrados 8,1 bilhões a menos de sacolas plásticas em circulação no Estado. Essa redução é resultado da Lei das Sacolas Plásticas, aprovada em julho de 2019. Só no ano passado, 2,7 bilhões de sacolas teriam deixado de ir para o meio ambiente. 

Como apoiadora da lei, a ASSERJ comemora os bons resultados, incentivados pela campanha Desplastifque Já, lançada no fim do ano passado. Em pesquisa realizada na época, foi constatado que 70% dos consumidores fluminenses abandonaram as sacolas plásticas e passaram a levar suas bolsas retornáveis para as compras nos supermercados.

Segundo o presidente da associação, Fábio Queiróz, a lei aprovada pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) gerou uma mudança no comportamento do consumidor, que aderiu à campanha reduzindo o consumo de sacolas e adotando as bolsas reutilizáveis. “Em três anos, conseguimos atingir um marco impressionante, que poderia ser ainda maior se não fossem alguns municípios criarem leis contrárias ao movimento de preservação ambiental. Quem ganha somos todos nós, com a diminuição da poluição causada pelo descarte inadequado do plástico, um produto que leva 100 anos para se decompor”, comenta.


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Algumas leis promulgadas por municípios fluminenses, como a proibição da venda das sacolas plásticas a preço de custo, ajudam a aumentar o consumo e a circulação dessas embalagens, que acabam sendo descartadas de forma incorreta no meio ambiente.

Fábio Queiroz lembra que tais propostas contrariam uma legislação estadual e acabam agredindo o meio ambiente fluminense. “Leis municipais proibindo a venda, a preço de custo, das sacolas biodegradáveis pelos supermercados são, antes de tudo inconstitucionais, além de irem na contramão de tudo o que construímos até agora. Gostaríamos de pedir à população que mantenha o hábito de levar sua bolsa retornável ao mercado, evitando, ao máximo, a compra das sacolas”, reforça o presidente da ASSERJ.


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