Rio receberá mais voos em agosto e preço de passagens cai em até 28% | Diário do Porto


Turismo

Rio receberá mais voos em agosto e preço de passagens cai em até 28%

Avanço da vacinação aumenta frequência de voos para o Rio e preço de passagens aéreas cai com a chegada da ITA, a nova cia aérea brasileira

29 de julho de 2021

A Anac deveria coordenar os voos no Rio para fortalecer o hub aéreo do Galeão, afirma Wagner Victer (foto: Divulgação)

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Com o avanço da vacinação contra a Covid 19, aos poucos o Rio vai voltando a receber mais visitantes de outros estados brasileiros. Com o aumento na demanda a LATAMinformou que em agosto ampliará sua oferta de voos semanais com destino final no Galeão e Santos Dumont. A cidade receberá mais partidas de São Paulo, Salvador, Vitória e Maceió.

Em julho a aérea já havia aumentado o número de frequências de Recife, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória e Porto Alegre, além de ter retornado o voo diário para Maceió e Natal. Em julho a ITA, nova aérea do Grupo Itapemirim, também fez seu voo inaugural no RIOGaleão.

E com a estreia da nova companhia os passageiros que usam voos com frequência para turismo ou trabalho tiveram uma boa notícia. O site buscador de voos Viajalarealizou um estudo comparativo entre os preços praticados pelas companhias nacionais LATAM,Azul,Gol e a novata ITA. O levantamento leva em conta a média de preços pesquisados pelos usuários do site entre 15 de junho e 15 de julho.


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Bem-vinda concorrência

Das companhias analisadas a Gol ofereceu o maior desconto no valor das tarifas, cobrando em média 28% a menos em três das quatro rotas pesquisadas. A Azul seguiu a concorrente e baixou suas passagens em até 17% em três de quatro destinos. A LATAM foi a mais conservadora, reduzindo o custo em 9% em apenas uma das quatro rotas verificadas.

Chegada da ITA provoca queda de até 28% no preço das passagens aéreas (Foto: Divulgação)

Para Josian Chevallier, VP de vendas e cofundador do Viajala, há uma boa probabilidade de a queda de preços registrada nos últimos dois meses estar associada a chegada da nova companhia aos seus céus brasileiros.

“Não podemos afirmar com certeza, pois são muitos os fatores que influenciam o preço das passagens aéreas. Mas no mercado é comum que o preço de uma rota específica fique mais competitivo quando mais companhias passam a operá-la”, diz Chevallier.

Comparativo de preços realizado no mesmo período entre abril e maio indica que o executivo pode estar certo. Sem a concorrência da ITA, os preços nas mesmas rotas chegaram a aumentos de até 137% sem que houvesse uma grande variação no preço dos combustíveis de aviação, um dos principais componentes na complexa engenharia que define o custo de uma passagem aérea. Desde a quebra da Avianca, no primeiro semestre de 2019, havia apenas três companhias operando no mercado nacional.