Rio quer investir em ferrovias e na indústria de fármacos | Diário do Porto


Investimentos

Rio quer investir em ferrovias e na indústria de fármacos

Deputados da Alerj ouvem explanção de Antonio Carlos Barbosa, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico. Ferrovias e sáude são prioridades

10 de junho de 2021

Ferrovias são prioridade para o Governo do Rio, segundo plano exposto para deputados na Alerj (foto: MRS / Divulgação)

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O Governo do Estado do Rio está realizando estudos para novos investimentos na malha ferroviária e para incentivar a indústria de produtos farmacêuticos e de hospitais, como forma de estimular o crescimento econômico. Em ferrovias, o foco é concluir a ligação entre o Porto do Açu, no Norte Fluminense, com a área, ao Sul, do Porto de Itaguaí. O desafio da saúde é ter no próprio Estado fornecedores de insumos, que hoje são importados de outros locais do país ou do exterior.

Esse é o cenário que foi exposto pelo subsecretário estadual de Indústria, Comércio, Serviços e Ambiente de Negócios, Antônio Carlos Barbosa, durante reunião da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa (Alerj).

A presidente da Comissão, deputada Monica Francisco (PSol), disse que a exposição de Barbosa foi positiva, pois o objetivo da Alerj é encontrar soluções que resolvam a situação de grande desemprego no Estado. “Após ouvir as explanações conseguimos identificar que é preciso pensar em uma proposta que tenha diversos olhares. O Rio apresenta um número preocupante de desempregados. É urgente a necessidade de aumentar empregos e renda, além de interiorizar a indústria”, afirmou.

Ferrovias: faltam 58 km para ligar os portos do Açu e de Itaguaí

Sobre o setor ferroviário, Barbosa informou que a Secretaria tem realizado negociações com o Ministério de Infraestrutura para conseguir a finalização da rede que ligará o Porto do Açu ao de Itaguaí.

“Esse seria um investimento promissor para o Rio e para o país. Faltam apenas 58 km de ferrovia. O projeto já está pronto, só precisa ser licitado. No entanto, o Governo Federal tem apresentado alguns entraves para a liberação das obras”, afirmou Barbosa.

Já na área de saúde, Barbosa explanou que o Rio possui o maior parque de hospitais do país, e o setor emprega cerca de 250 mil pessoas, porém o Estado não consegue obter os ganhos econômicos dessa situação, pois não tem indústrias que produzam os insumos consumidos. “Precisamos entrar pesado na indústria de fármacos. Hoje só temos três empresas no Rio”, ressaltou. Para atuar nessa frente, Barbosa disse que a Secretaria busca entender a cadeia econômica do setor, inclusive analisando quais são as vantagens que outros Estados oferecem para ter esse ramo industrial.

Antonio Carlos Barbosa, que já foi presidente da Cdurp, hoje é subsecretário estadual de Desenvolvimento Econômico (Foto: Bruno Bartholini)

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Mudança nos impostos

Aumentar a competitividade tributária do Rio frente a outros Estados também será um desafio do Governo estadual para os próximos anos. “Sabemos que os insumos são altamente taxados e os processos têm um alto custo no Rio. Mas para alterar isso precisamos mudar o pacto federativo e analisar como será assinado o Plano Mansueto – que dá a possibilidade de Estados e municípios novamente se adequarem à responsabilidade fiscal. Se abaixarmos uma alíquota hoje teremos um impacto muito grande e isso precisa ser feito gradualmente”, concluiu Barbosa.