Rio e Itaguaí: portos movimentam 2,8% a mais no 1º trimestre | Diário do Porto


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Rio e Itaguaí: portos movimentam 2,8% a mais no 1º trimestre

Movimentação de cargas cresceu nos dois portos, principalmente pelos granéis sólidos. Em compensação, Itaguaí reduziu presença na navegação de cabotagem

13 de maio de 2019

Navios maiores e mais modernos trouxeram mais turistas (foto Dipo)

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Boa notícia vinda das baías de Guanabara e de Sepetiba: o desempenho da movimentação de cargas no primeiro trimestre de 2019 destoa dos números desanimadores da economia brasileira. O aumento foi de 2,8%, chegando a 13.949.128 toneladas, segundo a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).

O crescimento foi mais influenciado pelos granéis, que representam 84,4% da movimentação. O destaque vai para ferro gusa e trigo, no Porto do Rio, e para minério de ferro e carvão, no Porto de Itaguaí. Os dados foram analisados e divulgados pela Gerência de Inteligência de Mercado e Estatística de Docas.

 


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O Porto do Rio movimentou 1.674.980 toneladas, 2,4% a mais do que no primeiro trimestre de 20189. A movimentação de contêineres cresceu 14%, graças principalmente ao aumento de 58,8% na importação de longo curso de contêineres cheios da arrendatária Libra. O fluxo de passageiros cresceu 25% no Terminal de Cruzeiros Pier Mauá, em função da passagem de navios mais modernos, com maior capacidade.

Recuo na cabotagem em Itaguaí

No Porto de Itaguaí, o aumento foi 2,9%, chegando a 6,2% em granéis sólidos, que representam 92% da movimentação total do porto. A cereja do bolo foi a exportação de minério de ferro da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Portuária Baía de Sepetiba CPBS, da Vale. 

Em Itaguaí, o destaque negativo ficou por conta da queda de 24% das toneladas movimentadas em contêineres. Houve perda de linhas de cabotagem, por decisão da empresa de navegação, em função da retração do mercado. O fenômeno contrasta com a tendência de crescimento da navegação de cabotagem no país. A demanda aumentou, como consequência do trauma com os prejuízos provocados pela greve dos caminhoneiros no ano passado.


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