Rio desperdiça R$ 1 bi em resíduos recicláveis | Diário do Porto


Sustentabilidade

Rio desperdiça R$ 1 bi em resíduos recicláveis

Estudo da Firjan revela que estado do Rio deixa de reciclar 319 mil toneladas de materiais reaproveitáveis. Grande prejuízo financeiro e ambiental

23 de setembro de 2021

Uso do lixo para gerar energia pode esvaziar os aterros sanitários (divulgação/Firjan)

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O estado do Rio enterra anualmente R$ 1 bilhão em materiais que poderiam seguir o caminho da reciclagem e gerar recursos para o estado. Esse é um dos resultados do “Mapeamento dos Fluxos de Recicláveis Pós-Consumo no Estado do Rio de Janeiro”, realizado pela Firjan, com o objetivo de contribuir para o fortalecimento do encadeamento produtivo da reciclagem, estimulando a retenção de recursos materiais e econômicos, além da redução da sobrecarga dos resíduos ao meio ambiente.

Estima-se que 319 mil toneladas de resíduos foram perdidas para o ambiente no estado em 2019, somando o volume que não foi coletado ou foi depositado em local inadequado, no meio ambiente. “Isso é oito vezes mais do que o total que é recolhido pela coleta seletiva de todos os municípios no território fluminense”, explica Carolina Zoccoli, especialista em Sustentabilidade da Firjan.

O estudo, realizado com base em dados públicos oficiais de órgãos ambientais, investigou a trajetória dos recicláveis pós-consumo (ou seja, materiais que saíram do ambiente produtivo e tornaram-se resíduos após o uso final, provenientes tanto de domicílios como de geradores empresariais). A intenção é fornecer – aos investidores, gestores empresariais, formuladores de políticas públicas e outros tomadores de decisão – subsídios para a transformação do Rio em um estado reciclador e valorizador do material pós-consumo descartado.


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Além de evidenciar as perdas de resíduos para o ambiente, o levantamento calculou a parcela de materiais que seguem para destinação em aterros sanitários, mas que poderiam estar sendo reaproveitados. Para evidenciar o desperdício, o estudo apresenta que, por exemplo, enquanto 60 mil toneladas de metal são recicladas, mais de 80 mil potencialmente recicláveis são aterrados. Mas é no papel e papelão que se vê o tamanho dessa perda mais significativamente: apenas 50 mil toneladas são recicladas contra 740 mil toneladas aterradas.

De acordo com o mapeamento, para que os resíduos pós-consumo tenham a melhor destinação possível, é preciso criar uma rede de infraestrutura e incentivar negócios que viabilizem a triagem e o beneficiamento. As recomendações, entre outras, são a criação de incentivos para a segregação do reciclável na origem, a desburocratização das atividades relacionadas à reciclagem, o desenvolvimento de ações para a formalização dos atores da cadeia da reciclagem e ações para atração de novos investimentos no setor.

O estudo completo está em anexo e disponível em:

https://www.firjan.com.br/publicacoes/manuais-e-cartilhas/mapeamento-dos-fluxos-de-reciclaveis-pos-consumo-no-estado-do-rio-de-janeiro.htm#pubAlign

 


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