Rio decreta novo fechamento. Veja o que pode funcionar | Diário do Porto


Saúde

Rio decreta novo fechamento. Veja o que pode funcionar

Fechamento afeta setores considerados não essenciais a partir da sexta 26/3, até 4/4. Objetivo é frear o aumento de casos e de internações por Covid-19

23 de março de 2021

Comércio não essencial será fechado (Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil)

Compartilhe essa notícia:


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, decidiu decretar medidas rígidas de isolamento social, com o fechamento do comércio considerado não essencial. As medidas vão vigorar de 26 de março até 4 de abril, quando serão revistas, podendo ser suspensas ou mantidas as restrições.

Haverá atendimento presencial apenas em serviços essenciais, com teletrabalho para funcionários públicos. Deverão ficar fechadas creches, escolas, universidades, cursos de idiomas e autoescolas. Será proibida a permanência em vias públicas entre as 23h e as 5h. Ficam fechados para atendimento presencial museus, bibliotecas, bares, lanchonetes, restaurantes e quiosques.

As lanchonetes, restaurantes e bares poderão funcionar com entregas em domicilio, drive-thru e retiradas. Poderão funcionar comércio de alimentos, bebidas, supermercados, açougues, padarias, assim como bancos, lotéricas, comércio atacadista, feiras livres, postos de combustíveis e revenda de gás, mecânicas, lojas de autopeças, hotelaria, transporte de passageiros, indústrias, call centers e funerárias, entre outros segmentos essenciais. As praias permanecem fechadas para banho ou permanência na areia, sendo tolerada a prática de exercícios individuais.

“Nenhum de nós toma essas decisões felizes, mas por necessidade. Entendemos os aspectos econômicos, mas ouvimos a ciência. Ninguém aqui é alarmista, deixa de se preocupar com problemas sociais, mas entendemos que o fundamental é a preservação de vidas. A gente fez de tudo para não tomar essas medidas, mas elas são necessárias. É preciso que as pessoas entendam que este processo é inevitável. Nós estamos tomando as medidas no tempo certo”, disse Eduardo Paes.

Paes ressaltou que “a prática de atividades físicas individuais em praças, parques, praias e logradouros do município” está liberada, desde que não cause aglomerações e atenda às medidas de proteção à vida.


LEIA TAMBÉM

Firjan alerta para ‘disrupção das cadeias produtivas’

Hertie School, escola alemã, faz cursos para servidores brasileiros

Cury vai construir 1.200 apartamentos no Porto


Setores apoiam novo fechamento, mas pedem cautela

Em nota a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) se manifestou favorável às decisões. “Neste contexto encontram-se o novo auxílio emergencial à população mais vulnerável, a continuidade das ações de apoio creditício às empresas de pequeno porte, bem como as restrições temporárias relacionadas a ambientes de aglomeração de lazer”.

O Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (Hotéis Rio) também apoia as medidas restritivas, mas pede uma contrapartida. “Esperamos ter alguma contrapartida dos Governos Federal, Estadual e Municipal quanto à não cobrança de impostos ou uma postergação, já que 10 dias em 30 dias é um terço de nossa receita”, mostra a nota assinada pelo presidente da instituição, Alfredo Lopes.

Para a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ), “a implementação de uma medida extrema como o lockdown de forma isolada não se afigura como suficiente para conter a contaminação da doença”. A entidade cobra a abertura de novos leitos e mais vacinas.


/