Saúde

Rio combate o Aedes aegypti. Maior preocupação é com casos de chikungunya

Capital fluminense está em estado de alerta contra a proliferação do mosquito neste verão. População deve participar de campanha

6 de fevereiro de 2019
Rio faz campanha contra o mosquito da dengue, zika e chikungunya (Foto: DepositPhotos / Mathisa)

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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) está iniciando uma campanha para o combate aos mosquitos transmissores da chikungunya, dengue e zyka. Agora, em fevereiro, haverá uma mobilização geral da população, principalmente para evitar focos do Aedes aegypti nas residências e vizinhanças.

Dados da primeira quinzena deste ano, mostram queda no Estado do Rio nos números de casos de dengue e zika, em relação ao mesmo período de 2018.  Foram registrados 781 casos de dengue no ano passado, contra 351 neste ano. Já os casos de zika caíram de 133 para 15.

A preocupação maior é em relação à chikungunya, cujos números praticamente permaneceram estáveis, com 563 registros na primeira quinzena deste ano, contra 583 em igual período de 2018.

A chikungunya causa febre alta, dor de cabeça, dores musculares, conjuntivite, náuseas, vômitos e vermelhidão pelo corpo. Os doentes sentem fortes dores articulares, que podem afetar pelo resto da vida diversas juntas de forma crônica.


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Os dados menores no início do ano não tranquilizam a SES-RJ, pois o período de maior notificação de casos é o mês de abril. O tempo seco, com ausência de chuvas, contribuiu para que no início deste verão houvesse menor proliferação do mosquito.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Rio de Janeiro é uma das capitais do país em estado de alerta em relação à presença de focos do mosquito, junto com Manaus (AM), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

Essas capitais figuram no LirAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti), divulgado pelo ministério no final do ano passado, em um grupo de 1.881 municípios que apresentam quadro de alerta para a infestação do Aedes aegypti.

O LirAa é realizado a cada três meses e traz o percentual do número de focos do mosquito. Uma cidade com mais de 4% dos imóveis infestados pelo Aedes aegypti será classificada em situação de risco de surto de dengue, zika e chikunguya, caso de 504 municípios. Em estado de alerta estão as cidades com índice entre 1% e 4%.

A situação é considerada satisfatória com um índice abaixo de 1%. Esse é o caso das capitais Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE).

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