Diário do Porto

Reocupação da sede da Petrobras trará 6 mil pessoas de volta ao Centro do Rio

Petrobras início da reocupação do edifício-sede no Centro do Rio foto Petrobras Divulgação

O edifício-sede da Petrobras, que está em reforma, foi projetado pelo arquiteto Roberto Luís Gandolfi, com obra concluída em 1974 pela construtora Odebrecht (foto: Petrobras / Divulgação)

A Petrobras deu início na sexta-feira (12) ao processo de reocupação de seu edifício-sede (Edise), no Centro do Rio de Janeiro, marcando o começo de uma transformação que deverá trazer de volta cerca de 6 mil trabalhadores para a região até a conclusão das obras de revitalização, prevista para o início de 2028. A retomada das atividades no prédio representa um importante impulso para a recuperação da área central da cidade.

O início da reocupação foi celebrado em um evento realizado no Salão Nobre do edifício, com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, integrantes da diretoria executiva da companhia e do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere.

A reocupação ocorrerá de forma gradual nos próximos meses. Nesta primeira etapa, foram entregues as novas fachadas e os sistemas hidráulico, elétrico, de refrigeração e de comunicação, além do pavimento térreo do edifício. O prédio conta com 29 andares e 184 mil metros quadrados de área construída.

A reforma é a primeira grande intervenção realizada no prédio desde sua inauguração, em 1974. Considerado um marco da arquitetura brasileira, o edifício passou por uma ampla modernização interna e externa para substituir sistemas que se tornaram obsoletos após mais de cinco décadas de uso. Foram renovadas tubulações, instalações elétricas, sistemas de ventilação e ar-condicionado, equipamentos de detecção e combate a incêndio, além da execução de reforços estruturais e adequações às normas atuais de segurança.

Além da modernização da infraestrutura, o projeto busca ampliar a integração do edifício com a cidade. A Praça Monsenhor, localizada no entorno do prédio, voltará a ser aberta ao público, enquanto o térreo ganhará um espaço multiuso e uma nova entrada pela avenida República do Paraguai. Também estão previstas intervenções no edifício-garagem e no Terminal do Bonde de Santa Teresa, que compartilha a mesma estrutura.

O projeto original do Edise foi escolhido em concurso nacional promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e assinado pelo arquiteto Roberto Luís Gandolfi, com obra executada pela Construtora Norberto Odebrecht. Durante a revitalização, foram preservadas as características arquitetônicas que tornaram o edifício um dos ícones do Centro do Rio.

Entre os elementos mantidos estão os jardins internos e externos concebidos por Roberto Burle Marx, que estão sendo restaurados de acordo com o projeto original. Tombado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) desde 2009, o conjunto também teve seus vidros substituídos conforme os padrões atuais de segurança e os tradicionais brise-soleils reinstalados, preservando a proposta arquitetônica de aproveitamento da iluminação natural e garantindo maior eficiência energética e conforto ambiental.


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