Reação do povo e das instituições fortalece a Uerj | Diário do Porto


Educação

Reação do povo e das instituições fortalece a Uerj

Reitor da Uerj agradece presidente da Alerj e rede de solidariedade contra proposta de extinção da Uerj, que nem chegará a ser apreciado na casa

27 de maio de 2021

Presidente André Ceciliano: projeto é "estapafúrdio e inconstitucional" (Divulgação)

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A proposta de extinguir a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), apresentada por um deputado bolsonarista como projeto de lei, não durou nem 24 horas. Rapidamente, nas redes sociais, surgiram abaixo-assinado, atos de protesto e grande mobilização. A apreciação do projeto nem chegou a ser cogitada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro: foi descartada pelo presidente da Casa, André Ceciliano, que o classificou como estapafúrdio e inconstitucional. A existência da Uerj está prevista na Constituição do Estado, que todo deputado deveria conhecer.

Nesta quinta-feira, 27, Ricardo Lodi Ribeiro, reitor da Uerj, comemorou “com grande satisfação e alívio” a decisão de Ceciliano de “sequer colocar em discussão a estapafúrdia proposta de extinção da Uerj” e agradeceu a rede de solidariedade em favor da instituição. Para o reitor, além de violar a Constituição do Estado, a proposta ignora a importância extrema da Universidade para a população fluminense (veja a nota na íntegra). Muitas mensagens em defesa da Uerj foram postadas nas redes sociais e um abaixo-assinado circula (veja aqui).

Aos 70 anos, a Uerj se posiciona entre as 10 melhores do país em ranking da Center for World University Rankings (CWUR), divulgado em abril: é a oitava do país e ocupa a 13ª posição na América Latina e Caribe. São 43 mil alunos em 16 campi e unidades externas, 2.800 professores e 5.600 técnicos e demais funcionários. A Uerj mantém 90 cursos de graduação, 63 de mestrado e 43 de doutorado, 515 laboratórios e duas unidades de saúde.


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