Música

Quatro ases da música brasileira se encontram na Cinelândia

Zé Renato, Moacyr Luz, Jards Macalé e Guinga apresentam canções do CD e DVD de um projeto que nasceu há 19 anos no Bar Luiz, no Centro do Rio

4 de outubro de 2018
O quarteto apresenta o projeto Dobrando a Carioca (Foto: Marluci Martins/Divulgação)

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Guinga, Jards Macalé, Moacyr Luz e Zé Renato: quarteto apresenta o projeto Dobrando a Carioca (Foto: Marluci Martins/Divulgação)

O tradicionalíssimo Teatro Rival Petrobras, na Cinelândia, recebeu nesta sexta-feira (5) um encontro de quatro ases da música brasileira, em única apresentação. Zé Renato, Moacyr Luz, Jards Macalé e Guinga apresentam as canções do CD e DVD de um projeto que nasceu há 19 anos numa mesa do centenário Bar Luiz, no Centro do Rio.

No palco, os quatros alternam canções autorais e clássicos como “Um a Zero”(Pixinguinha/Benedito Lacerda/Nelson Angelo), “A saudade mata a gente” (Antônio Almeida/João de Barro), “Acertei no Milhar”(Wilson Batista/Geraldo Pereira) e “Nega Dina”(Zé Keti) .

No show, Moacyr, Zé Renato e Jards Macalé se encarregam de cantar, tocar violão e conduzir a percussão, e soma-se a eles, Guinga, que também canta e deixa o público boquiaberto com sua performance ao violão.

“Meu circuito musical girava em torno de alguns nomes que repetiam a minha curva de admiração. Na primeira reta, Guinga, que eu conheci em 1973. Eu tocando dois acordes num violão de estudante enquanto ele, sob olhares perplexos, inventava dissonâncias até hoje únicas e misteriosas”, conta Moacyr Luz.

E prossegue: “Depois, chegou, cascudo e nascido no maciço da Tijuca, endereço autobiográfico, a irreverência de Jards Macalé. Macal, para os desconhecidos, é pra mim uma das vozes masculinas de maior expressão do sotaque carioca. Sopra um vento na palavra cantada que não canso de aplaudir. Eu ria sozinho pensando na possibilidade de juntar dois eixos da cidade: Jards, da Zona Sul; Guinga, de Quintino”.

Na linha de chegada, Zé Renato. Zé é um artista dono de uma bússola particular. Todos os pontos cardeais levam à direção certa. Canta, como poucos, sambas, serestas, afinando tendências, criando espaços pra sua obra, não bastasse ser parceiro de Milton Nascimento, dobrando tons com Tom Jobim, viajando o mundo com Al Di Meola.

E o nome do quarteto nasceu de um pedido de informação. “Sentamos numa das mesas do centenário Bar Luiz pra tocar ideias. Hélio de Souza, membro da equipe do teatro, sugeriu chamar esse encontro de “Os Violões”. Na conversa havia um jornalista registrando os risos e os rabiscos de um roteiro em construção. Distraído, nos perguntou em qual direção estava o João Caetano. Alguém apontou: Dobrando a carioca…”, relembra Moacyr.

Entre várias curiosidades desse projeto, apresentadas no show do Rival: com uma única exceção, as músicas são as mesmas num repertório popular e autoral. E 19 anos depois daquele outubro de 1999, a história continua e foi registrada no DVD gravado no Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro.

Fonte: Teatro Rival (atualizado em  6 de outubro de 2018, às 9h)

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