Procura-se supermercado em Santo Cristo, Saúde e Gamboa | Diário do Porto


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Procura-se supermercado em Santo Cristo, Saúde e Gamboa

Moradores lamentam a falta de um bom supermercado no Porto Maravilha, que ficou a ver navios desde a partida do Mundial do Santo Cristo. Quem se candidata a investir lá?

12 de dezembro de 2018

O antigo prédio do Mundial está abandonado há 4 anos (foto: Aziz Filho)

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Mundial saiu da região portuária e atrapalhou o comércio
O antigo prédio do Mundial está abandonado há 4 anos (foto: Diário do Porto)

É a população de três bairros inteiros e uma parte considerável do Centro da Cidade unidas em uma reivindicação aparentemente simples, mas difícil de ser atendida. Eles querem apenas um supermercado no Porto. Desses bons, grandões, com preços de supermercado. Em tempos de crise e disputa por boas oportunidades, empreendedores do Rio de Janeiro deveriam abrir os olhos para essa demanda tão especial da Gamboa, da Saúde e do Santo Cristo. O que eles querem é receber de braços abertos o primeiro supermercado que chegar à região.

As grandes empresas, aos poucos, vão se instalando na Zona Portuária. Ainda assim, moradores sofrem muito com a escassez de comércio e serviços. Nenhum deles faz tanta falta como um supermercado no Porto, de preferência com preços mais acessíveis. A sofrência começou com a partida do Supermercado Mundial do Santo Cristo, há quatro anos.

O prédio onde funcionava a rede, ainda desocupado, evidencia a distância entre os grandes investidores do Porto e as áreas residenciais, a chamada “vida como ela é”. Os supermercados mais próximos estão na Lapa, como o Mundial, e na área da Tijuca, como o Guanabara. Isso causa transtornos para as famílias e aumenta o custo de vida. Isso porque, no dia a dia, as compras precisam ser feitas em mercearias e mercados pequenos, quase sempre com preços mais elevados.

O mercado mais próximo ao antigo ponto do Mundial é o 2001, na Rua Sacadura Cabral. Segundo Bruno Márcio, mototaxista e morador da área, os preços são mais altos, e há pouca variedade de marcas e produtos. Por isso, ele costuma fazer compras no Guanabara de Vila Isabel.

Motoboys sofrem com a falta de supermercado no Porto
Os mototaxistas Diego e Bruno perderam mais da metade da clientela com a partida do Mundial

“A maior parte dos moradores do Morro da Conceição, Santo Cristo e Saúde sofre com a falta de opções. Quase todos precisam se deslocar para os bairros vizinhos, como eu faço, se não quiserem gastar demais”, conta o motociclista. Em função disso, ele leva muitos passageiros para fazer compras em lugares distantes.

 


 

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A saída do Mundial também impactou o comércio da região, que já estava de pernas bambas em função da alta de preços dos imóveis. O fenômeno expulsou muitos comerciantes antigos antes da Olimpíada de 2016. Farmácia, loja de roupa, açougue, padaria e salão de beleza no entorno do antigo supermercado não aguentaram o tranco e fecharam as portas.

O ponto de mototáxi onde Bruno trabalha, aberto há 21 anos, perdeu mais da metade da clientela. Fica em frente ao antigo Mundial. O rendimento médio diário dos mototaxistas caiu de R$ 200 para menos de R$ 70. Diego dos Santos afirma que circulam rumores (e torcida) de que o Supermarket investiria no antigo prédio deixado pelo Mundial.

O DIÁRIO DO PORTO procurou o Supermarket, Guanabara, Mundial e Prezunic, mas infelizmente não temos uma boa notícia para dar aos moradores do Porto. De acordo com as assessorias de imprensa das redes, nenhuma delas tem planos de investir no local. Alguém se habilita?

 


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