Presidente da Alerj vê riscos no Santos Dumont | Diário do Porto


Infraestrutura

Presidente da Alerj vê riscos no Santos Dumont

Presidente da Alerj, André Ceciliano pede que agência verifique 3 ocorrências em menos de 2 meses no Santos Dumont, que levaram a pousos forçados no Galeão

23 de junho de 2021



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A Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai enviar notificação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informando sobre ocorrências com voos no Aeroporto Santos Dumont, que podem colocar em risco a segurança aérea na cidade. O presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), disse que na última segunda-feira, dia 21, outra aeronave teve que desviar sua rota para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o RioGaleão. Foi a terceira ocorrência em menos de dois meses.

Desta vez, segundo Ceciliano, o problema ocorreu com uma aeronave da companhia aérea Azul. O piloto não conseguiu pousar no Santos Dumont e teve que fazer um pouso de emergência no Galeão. “Esse tipo de ocorrência tem sido recorrente e coloca em risco as operações no Santos Dumont, em especial na ponte aérea Rio-Brasília”, alertou o deputado.

Pista curta

Desde meados do ano passado, com a aprovação de pouso no Santos Dumont da aeronave do tipo A-320N, com maior capacidade de passageiros, o avião tem tido problemas ao pousar no aeroporto. “Em algumas situações não consegue descer, mesmo sem nenhuma situação extrema de clima. Simplesmente o computador de bordo avisa que a pista é curta e ele não consegue pousar”, disse Ceciliano.

 


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O presidente da Alerj comentou que em abril deste ano também houve outras ocorrências com aeronaves no Santos Dumont. Em 12 de abril o problema ocorreu com um avião da Embraer 195 e no dia 29 com um avião da Aerbus 390. Ele solicitou ao deputado Dionísio Lins, presidente da Comissão de Transportes da Alerj, que fizesse uma notificação à Anac relatando os três episódios.

“Tenho insistido que a vocação do Aeroporto Santos Dumont é para os voos executivos da ponte aérea Rio-São Paulo. É preciso manter a viabilidade do Aeroporto Internacional do Galeão, para voltar a trazer aqueles voos que a gente chama de hub. A quantidade de voos no Santos Dumont está extremamente elevada. Já falei sobre isso em outra ocasião e acho que é uma oportunidade notificar a Anac dessas ocorrências”, comentou Ceciliano.


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