Prefeitura pretende criar aplicativo de delivery | Diário do Porto


Inovação

Prefeitura pretende criar aplicativo de delivery

Prefeitura vai criar um aplicativo para delivery de comida. Inspirado no sucesso do Táxi Rio, o Valeu quer aumentar a renda dos entregadores

26 de março de 2022

Segundo Eduardo Paes, Prefeitura vai criar um app para "driblar os Ifoods da vida" (divulgação/Uber Eats)

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O Rio de Janeiro terá um aplicativo gratuito para delivery de alimentos. Em entrevista à revista alemã ‘Der Spiegel’, o secretário municipal de Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo, afirmou que a IplanRio deve lançar o serviço em breve.

O prefeito Eduardo Paes compartilhou a entrevista em suas redes sociais. “Aguardem! Em breve, driblaremos os iFoods da vida. Dinheiro tem que estar na mão dos restaurantes e entregadores de comida. Não dá para continuar com as taxas absurdas dos intermediários”, comentou.

Segundo à Prefeitura, cerca 100 mil pessoas, a maioria jovens de comunidades, trabalhem levando comida para a casa dos cariocas de moto e bicicleta  “Eles trabalham como escravos de 12 a 14 horas por dia; é um trabalho exaustivo e mal pago”, afirmou Pedro Paulo. A app será chamado Valeu

A reportagem com o título “Como o Rio driblou a Uber”, aborda o sucesso do Táxi.Rio na cidade.

“Quando o Uber chegou ao mercado, achávamos que os táxis simplesmente desapareceriam”, disse Pedro Paulo à Spiegel. “Hoje, 70% dos taxistas estão cadastrados conosco”, destacou.

A tecnologia foi implantada em outras seis cidades no Brasil — como Niterói e Maceió —, e pelo menos outros 65 municípios estão interessados.

A reportagem lembra que “o aplicativo do Rio é um acordo de subsídio e custou à cidade R$ 8,3 milhões para ser desenvolvido”. “E mensalmente o município tem que pagar R$ 1 milhão para manter o serviço funcionando” Os taxistas reivindicam que o app possa aceitar pagamentos com cartão de crédito como nos similares Uber e Ifood. Hoje só é possível pagar corridas em dinheiro ou cartão de débito

“Não temos renda direta do aplicativo, mas temos renda indireta”, justificou Pedro Paulo. De acordo com a prefeitura, os taxistas já têm uma participação de 30% a 40% no mercado de viagens no Rio de Janeiro. E a tendência é esse número aumentar.


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