Prefeitura não consegue vender terreno no Porto | Diário do Porto


Imóveis

Prefeitura não consegue vender terreno no Porto

Terreno, que estava sendo vendido por R$ 13,6 milhões, não teve ofertas de compradores. Presidente da Cdurp, Tarquínio Almeida, vai avaliar próximos passos

19 de setembro de 2019

Terreno em que a Marinha quer construir apartamentos já teve galpões da região portuária (foto: Cdurp)

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Ninguém apresentou proposta para a compra do terreno no Porto Maravilha que a Cdurp (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro), empresa da Prefeitura, colocou a venda no bairro do Santo Cristo.

Fontes do setor imobiliário ouvidas pelo DIÁRIO DO PORTO consideraram que o lance mínimo pretendido, R$ 13,6 milhões, ficou  cerca de 20% acima do que o mercado estava disposto a pagar pela área de 4.900 m².

A Cdurp esperou propostas até o último dia 12 de setembro, mas apesar de algumas empresas terem buscado mais informações sobre o edital de venda, nenhuma se arriscou a entregar uma proposta firme.

A venda, pela modalidade de concorrência pública, deveria ter sido feita para a oferta de maior valor. O lance mínimo equivalia a cerca de R$ 2,8 mil por metro quadrado.

O novo presidente da Cdurp, Tarquínio Almeida, disse ao DIÁRIO DO PORTO que a tentativa frustrada de venda serviu ao menos para se ter uma ideia mais realista sobre o momento atual dos negócios na Região Portuária.

“Vimos que o preço pedido não atraiu investidores. Então sabemos que nossa régua estava alta de mais para o mercado. Agora, vamos avaliar quais serão os próximos passos“, disse Tarquínio.


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As opções que a Cdurp analisa envolvem baixar o preço, ou esperar uma valorização geral das propriedades na região, para só depois tentar uma nova operação de venda.

O terreno que a Cdurp queria vender fica em área que já foi ocupada por galpões de escolas de samba do grupo de acesso, na rua Equador, 196, esquina com a avenida Pereira Reis. A demolição das antigas estruturas foi feita no ano passado.

Claudio André de Castro, diretor da Sergio Castro Imóveis, empresa que desde 2008 atua na área do Porto, diz que é difícil avaliar o valor de um terreno sem um estudo detalhado sobre o que pode ser feito nele. Mas torce para que o Porto Maravilha tenha empreendimentos residenciais.

“Quem comprar esse terreno no Santo Cristo fará um investimento que vai valer a pena no longo prazo. Principalmente se for voltado para um futuro lançamento residencial, que é o que realmente apresenta demanda”, afirma o diretor.

Vizinhos ao terreno ficam estações do VLT e os hotéis Intercity e Novotel Porto Atlântico. Estimativas da Cdurp apontam que a região portuária tem capacidade para 400 mil moradores, que hoje não passam dos 30 mil. Somente 0,47% da população do Rio reside nos bairros do Porto, apesar de 35% dos empregos da cidade estarem no Centro.


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