Prefeitura defenderá o Galeão na licitação do S. Dumont | Diário do Porto


Economia

Prefeitura defenderá o Galeão na licitação do S. Dumont

Grupo de Trabalho que discute a licitação do Santos Dumont terá representação da Prefeitura do Rio, que defende o fortalecimento do hub aéreo do Galeão

27 de janeiro de 2022

Aeroporto Santos Dumont se tornou alimentador de aeroportos de outros Estados, enfraquecendo o Galeão (foto: reprodução da Internet)

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A Prefeitura do Rio de Janeiro  foi aceita e participará do Grupo de Trabalho que debate o edital de licitação do Aeroporto Santos Dumont. Com isso, a representação municipal deverá apresentar as propostas do prefeito Eduardo Paes, que defende a limitação desse aeroporto a voos regionais, da ponte aérea e para Brasília, com a transferência das demais rotas para o Galeão, de forma a fortalecer nele um hub aéreo nacional e internacional.

A próxima reunião do Grupo de Trabalho está agendada para a quarta-feira, dia 2 de fevereiro. Com o ingresso da Prefeitura, ela se junta ao Ministério da Infraestrutura, Secretaria Nacional de Aviação Civil, Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) Marinha, Governo do Estado, Associação Comercial, Fecomércio RJ, Firjan, equipe do senador Carlos Portinho (PL/RJ) e Grupo de Consultores de Aeroportos. O grupo rejeitou o ingresso das concessionárias que administram os aeroportos de Guarulhos (GRU Airport), Brasília, (Inframerica) e Florianópolis, Macaé e Confins, Airport Brasil.

“Majoritariamente, os representantes do Rio de Janeiro apresentaram entendimento contrário, defendendo que o foco no trabalho seja o impacto da concessão para a cidade e o Estado do Rio de Janeiro, razão pela qual se pronunciaram contra o ingresso das novas solicitantes – o que, democraticamente, vai prevalecer“, informou em nota a assessoria do Ministério da Infraestrutura.


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Galeão precisa concentrar mais voos nacionais para hub internacional

A Prefeitura requer isonomia e solicita o mesmo número de representantes que o Governo Estadual tem no GT. O Executivo estadual teve direito a cinco vagas. Mas cedeu três para Fecomércio RJ, Firjan e Associação Comercial. Além dos dois membros no colegiado, o Estado tem mais um, o assessor especial da Casa Civil do Estado Riley Rodrigues de Oliveira, no grupo de apoio técnico.

O Grupo de Trabalho foi formado após o governador do Rio, Claudio Castro, ter se reunido com o presidente Bolsonaro para reclamar do edital originalmente elaborado pelo Ministério da Infraestrutura, no qual se previa o aumento das operações do Santos Dumont, inclusive com voos internacionais, o que poderia agravar o esvaziamento do Galeão. Com prazo até 19 de fevereiro para concluir os trabalhos, o grupo deve propor alterações no edital.

Os críticos ao modelo anteriormente proposto pelo Governo Federal argumentam que o Santos Dumont tem se tornado nos últimos anos um alimentador de aeroportos internacionais de outros Estados, ao concentrar voos nacionais que deveriam estar no Galeão, necessários para atrair empresas aéreas que operam rotas para o exterior. Estudos apontam que para cada voo internacional são necessários seis voos nacionais, no mesmo aeroporto.

 


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