Niterói passou a usar tomografia para avaliar a saúde das árvores da cidade. A técnica funciona como uma espécie de exame interno dos troncos e permite identificar sinais de fragilidade que nem sempre aparecem em uma vistoria visual.
O objetivo é medir com mais precisão o risco de queda e orientar decisões sobre poda, redução de copa, monitoramento ou remoção. Segundo a prefeitura, o recurso é usado em casos que exigem uma avaliação mais detalhada e faz parte do protocolo de segurança arbórea do município.
A ferramenta se soma a outras ações de acompanhamento da vegetação urbana em Niterói. A cidade tem hoje 64.601 árvores catalogadas em um sistema municipal, com informações sobre espécie, porte, copa, tronco e condições fitossanitárias.
Exame mostra o estado interno dos troncos
Na prática, a tomografia usa sensores instalados ao redor da árvore. Esses sensores emitem sinais que atravessam a madeira e retornam com informações sobre a estrutura interna do tronco.
Os dados são processados em tempo real e transformados em gráficos. As imagens ajudam a identificar cavidades, apodrecimento, presença de cupins e outros problemas que podem comprometer a sustentação da árvore.
Com esse diagnóstico, as equipes conseguem diferenciar árvores que precisam apenas de manejo daquelas que oferecem risco maior. Exemplares com menor índice de comprometimento podem passar por poda, desbaste ou redução de copa. Já os casos considerados críticos podem entrar no protocolo de remoção.
Cidade cruza tecnologia com censo arbóreo
O uso da tomografia é integrado ao Arboribus, sistema de censo arbóreo da prefeitura. Cada árvore cadastrada reúne dados como nome popular, nome científico, origem, altura, tamanho da copa e circunferência do tronco.
As informações também incluem a avaliação fitossanitária de cada exemplar, classificada como boa, regular, ruim ou morta. Esse banco de dados é atualizado pelas equipes da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e integrado ao sistema que registra as intervenções realizadas.
A população também pode participar do monitoramento pelo aplicativo Colab, usado para informar árvores com risco, solicitar podas e indicar locais para novos plantios. A combinação entre vistoria técnica, banco de dados e participação dos moradores busca reduzir riscos sem tratar a remoção como primeira resposta.
A prefeitura afirma que o objetivo é equilibrar preservação ambiental e segurança urbana. Em uma cidade marcada por áreas arborizadas e grande circulação de pedestres, a tecnologia passa a ser usada como apoio para decisões que impactam tanto a paisagem quanto a segurança de ruas, praças e calçadas.
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