Prefeitura adia licitação para o Museu do Amanhã | Diário do Porto


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Prefeitura adia licitação para o Museu do Amanhã

Falta de novo gestor prejudica planejamento para 2020. Nova licitação está marcada para o dia 26, o prazo do atual contrato termina dois dias antes

3 de novembro de 2019

Museus do Amanhã (foto), de Arte Moderna e de Arte do Rio fecham as portas para evitar a expansão da Covid-19 (foto: Diário do Porto)

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A Prefeitura do Rio adiou o prazo da licitação para a  escolha do novo gestor do Museu do Amanhã. Prevista para o último dia 30 de outubro, a entrega de propostas passou para 26 de novembro.

Oficialmente, o adiamento é justificado por alterações que foram feitas no edital de licitação. Mas fontes da área cultural e de eventos dizem que a mudança ocorreu por falta de interessados em assumir a gestão nas condições oferecidas pela Prefeitura.

Em qualquer dos casos, o adiamento prejudica o planejamento de atividades no Museu para 2020. Fora a manutenção da mostra permanente, não há nenhuma atividade programada para o próximo ano, pois não se sabe quem é que vai ser o responsável pela instituição.

O atual gestor, o IDG (Instituto de Desenvolvimento de Gestão), uma entidade sem fins lucrativos, tem contrato válido somente até o próximo dia 24, após 5 anos à frente do Museu. Nos meios culturais a aposta é de que na última hora a Prefeitura vai negociar a prorrogação da permanência do IDG, enquanto não se escolhe o novo administrador.


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Em 16 de setembro, quando anunciou que iria fazer a licitação, o novo secretário municipal de Cultura, Adolpho konder, mostrou que a intenção é tornar o Museu do Amanhã uma instituição que não mais dependa de repasses de verbas do Município.

Durante a administração do IDG, o Museu do Amanhã se tornou uma referência internacional e ultrapassou a marca dos 3,7 milhões de visitantes. Nos últimos 4 anos, foram realizadas 32 exposições temporárias, além de 500 atualizações na mostra de longo prazo.

Foram feitas parcerias internacionais com instituições como o Science Museum, em Londres; Dade College de Miami; Climate Museum de Nova York; Museu de Melbourne, na Austrália; Fundesplei, da Espanha; UN Live Museum de Copenhagen; Google Cultural Institute; e o mais recente, com o Futurium, de Berlim, entre outros.

O Museu do Amanhã foi criado por iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, com concepção original da Fundação Roberto Marinho.  Seu projeto arquitetônico é do renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava. A instituição conta com patrocínio máster do Banco Santander e apoios de empresas como Shell, IBM, IRB-Brasil RE, Engie, Grupo Globo e CCR.


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