Prédio da Cury projetado pela Cité terá 'metrô particular' | Diário do Porto


Empreendedorismo

Prédio da Cury projetado pela Cité terá ‘metrô particular’

Prédio de 360 apartamentos da Cury, projetado pela Cité Arquitetura, deve servir de exemplo: é grande a demanda por moradias em área com mobilidade

10 de abril de 2022

Projeto da Cité Arquitetura: acesso ao metrô "dentro" do Presidente Vargas 1.140

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Um detalhe chama muito a atenção no projeto do primeiro condomínio residencial lançado na Avenida Presidente Vargas dentro das regras do Reviver Centro. O prédio da Cury, projetado pela premiada Cité Arquitetura, terá pilotis, seguindo a linha urbanística da principal artéria do centro da cidade. Assim, um dos acessos à estação Presidente Vargas do metrô ficará, literalmente, dentro do empreendimento. O morador poderá pegar o metrô em dias de chuva sem se molhar, ficando a poucos minutos da Zona Sul e da Tijuca.

 

Presidente Vargas 1.140
Acesso ao metrô na calçada do terreno do Presidente Vasrgas 1.140

 

O Presidente Vargas 1.140 é o primeiro residencial lançado em mais de 70 anos, desde a inauguração do prédio cariocamente chamado de “Balança mas não cai”. O atrativo do metrô aponta para um potencial pouco explorado – inexplicavelmente – pelas construtoras e incorporadoras do Rio: o entorno de estações de modais de transporte de massa. Os mapas da Linha 2 do Metrô e dos leitos da Supervia mostram essa falta de senso de oportunidade do mercado imobiliário carioca, que tem à sua disposição diversas áreas para investimentos de grande porte.

Ainda não se sabe qual será a reação do mercado ao próximo lançamento do Presidente Vargas 1.140, mas, a julgar pela rapidez com que a Cury vendeu as unidades no Porto Maravilha, a tendência é que as vantagens de morar no centro atraiam multidões ao estande de vendas. O edifício projetado pela Cité terá 360 apartamentos. Em média, os studios terão 32 metros quadrados, todos voltados para os fundos, parte com vista para a Baía de Guanabara. Os de um quarto (37 m2) e de dois (54m2) terão sol da manhã e vista para a avenida, a Praça da República, a Igreja da Candelária e a Floresta da Tijuca, com direito ao Cristo Redentor.

 

Presidente Vargas 1.140
Fachada desenhada pela Cité Arquitetura para o empreendimento

 

Os preços variam de R$ 276 mil (studios) a R$ 489 mil (2 quartos), com condições especiais de pagamento por causa dos incentivos do Reviver Centro. Uma delas é só começar a pagar o financiamento após a entrega das chaves. Além dessas vantagens, os interessados terão muitos pesos para colocar no outro prato da balança para compensar o aspecto atual de decadência e desordem na área, ao lado da Central do Brasil e do Comando Militar do Leste.

Para começar, a mobilidade. O metrô ficará na portaria, a Central do Brasil está a 500 metros, o VLT passa na via dos fundos (Avenida Marechal Floriano) e leva ao Aeroporto Santos Dumont, à Estação das Barcas e à Rodoviária. Mas as vantagens não se limitam aos modais de transporte. Para chegar ao Saara, maior shopping popular a céu aberto da cidade, é só atravessar a faixa de pedestres a partir da estação do metrô.  Em frente estão a Biblioteca Parque Estadual e a Praça da República, antigo Campo de Santana.

 

Terraço do Presidente Vargas 1.140
Presidente Vargas 1.140: piscina com vista panorâmica

 

A Praça da República é a maior área arborizada do Centro. Em seu entorno ficam, entre outras atrações e utilidades, o Museu Casa de Deodoro, o Arquivo Nacional, o Museu do Corpo de Bombeiros e o maior hospital municipal de emergência, o Souza Aguiar. Na histórica Avenida Marechal Floriano estão o Centro Cultural Light e o Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty. “É uma área maravilhosa. Não há lugar na cidade com tantos equipamentos culturais, e isso é qualidade de vida”, diz o arquiteto Celso Rayol, da Cité Arquitetura.

Para a cidade, a maior vantagem do lançamento é o exemplo. Seu sucesso deve inspirar outras construtoras e também proprietários que hoje deixam imóveis inutilizados, à espera de valorização e, paradoxalmente, na mira de invasores. Em uma cidade com o trânsito tão problemático, a demanda é grande por moradias em áreas com mobilidade. Isso acontece não só no Centro e no Porto Maravilha, áreas que concentram os principais equipamentos culturais e históricos do país, mas também no entorno de estações de trem e de metrô nas zonas Norte, Oeste e na Baixada Fluminense. Todas à disposição de empreendedores. Quem fica parado é poste.

Aziz Filho

 


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