Exposição

Praça Tiradentes recebe cinco exposições gratuitas

Centro de Arte Hélio Oiticica inaugura neste sábado, 1º de setembro, cinco exposições gratuitas que ficam em cartaz até 20 de outubro. Entre as linguagens apresentadas estão a pintura, xerografia, vídeos, fotografias e instalações sonoras

31 de agosto de 2018

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Africanizze performatica_Uhura Bqueer_ Crédito Guilherme Correa (1)

Localizado na Praça Tiradentes, o Centro de Arte Hélio Oiticica inaugura neste sábado, 1º de setembro, cinco exposições gratuitas que ficam em cartaz até 20 de outubro. Entre as linguagens apresentadas estão a pintura, xerografia, vídeos, fotografias e instalações sonoras, entre outras. O espaço fica aberto para visita de segunda a sábado, das 12h às 18h.

Africanizze

A mostra, que mistura performances, reúne dez artistas que possuem um trabalho em Performance Arte que deformam seus limites através de pesquisas que desviam dos sistemas gerais da Arte por elementos como: Vivência, Negritude, Lugar de Fala, Mulherismos e Feminismos, das Revoluções Sexuais e de Gênero.

Trabalhos que apresentam como intelectuais negros impactam em seu conhecimento e processos artísticos. Participam da exposição: Helen Nzinga, Nelson Aleida, André Vargas, Geancarlos Barbosa, Ismael David, Rafa Ferreira, Uhura Bqueer, Victor Oliveira, Odaraya Mello, Rastros de Diógenes. A curadoria é de Candé Costa e Silvana Marcelina.

A abertura da mostra contará com cinco performances: ‘Senhor dos Caminhos’, com Ismael David (15h); Rafa Ferreira (16h); ‘Dona Benta’, com Nelson Almeida (17h); Uhura-Rainha da Libertação, com Uhura BQueer (18h) e com Helen Nzinga (19h).

Hip Hop: culturas de rua, memórias, políticas

A exposição apresenta a trajetória de quatro pessoas como possibilidades de fazer memória do Hip Hop e de debater sua atualidade. A graffiteira pernambucana radicada atualmente em São Paulo Gabi Bruce, representando a Baixada Fluminense temos a produtora cultural Giordana Moreira e o cineasta Marcio Graffiti e da Zona Oeste o ambulante cultural Mv Hemp.

Esse movimento vai muito além das roupas largas, da pixação que desafia as alturas e a criminalização, realizando encontros e afirmando a periferia das cidades. Através das narrativas de vida e atuação desses quatro realizadores serão apresentados ao público afluentes não hegemônicos sobre o popular movimento do Hip Hop. Serão exibidos mais de 150 trabalhos entre cadernos de pixação, fotografias, vídeos, instalação sonora e documentos. A curadoria é de Daniele Machado.

Impróprio

Com obras de João Paulo Racy e curadoria de Leno Veras, a mostra tem como base material inédito resultante da vasta pesquisa realizada pelo artista nos territórios cariocas afetados pelas políticas de desapropriação.

A mostra possui impressões em lambe-lambe aplicadas em tapumes de mdf, com o intuito de aproximar a instalação desses cenários do entorno, à luz da precariedade como linguagem.

Exposição 18′ – Linhas Provisórias, Exposição Permanente – 2° abertura

A mostra é uma tentativa de democratizar as relações entre público e instituição pública de arte. A abertura encerra um ciclo iniciado em março deste ano, quando o público foi convidado a participar da montagem e elaboração da exposição.

A exposição aposta na necessidade de atualização anual e ação coletiva de intervir na construção de memória. São apresentadas técnicas distintas que vão desde a pintura, aos objetos, a cópia mimeográfica, a instalação sonora, a forja de escritos e a videoarte.

Coleção Baudot/ 80 anos de Copy-Art

Com curadoria de Alexandre Murucci, a mostra celebra a Copy-Art, um movimento artístico mundial, criado por pioneiros nos anos 60 e que tornou-se global nos anos 80, continuando na era digital.

Também chamada Xerox-Arte, Electrostática-Arte, Xerografia, Copiografia ou Arte electrográfica, começou globalmente na década de 1960, a seguir da invenção da primeira copiadora xerográfica totalmente automatizada em 1959. Logo, artistas plásticos tomam este novo meio para criar reproduções não só em papel, mas também em madeira, platina ou tecido.

A celebração, que acontece também em várias cidades do mundo, é liderada pelo colecionador internacional Jean-Claude Baudot com o apoio de Judith Cushman e artistas de todo o mundo e muitos profissionais que apoiaram entusiasticamente as atividades para comemorar este aniversário.

A mostra conta com 300 obras de artistas brasileiros, como Anna Bella Geiger, Paulo Bruscky, Hudinilson Jr., Josias Benedicto, Tiago Duarte, Tadeusz Zielowski, e também de artistas internacionais.

SERVIÇO:

Centro de Artes Hélio Oiticica

Data: 1º de setembro a 20 de outubro

Visitação: Segunda a Sábado, das 12h às 18h
Classificação: Livre

Entrada gratuita

Informações: 2242-1012

 

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