Praça da Harmonia terá prédio residencial, com lofts | Diário do Porto

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Praça da Harmonia terá prédio residencial, com lofts

Aumentam licenciamentos para obras na área central do Rio. Residencial será lançado em setembro, próximo ao Moinho Fluminense, na Praça da Harmonia

9 de junho de 2021


Na Praça da Harmonia, o coreto é um dos destaques da bela paisagem local (Foto: DiPo)


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Bons ventos voltam a soprar no Porto Maravilha. Além do residencial Rio Wonder, da Cury Investimentos e o futuro empreendimento do Moinho Fluminense, há projeto para um prédio de lofts ao lado da Praça da Harmonia, na Gamboa, com 3 andares e 7 unidades, cada uma com 45 metros².

A Sergio Castro Imóveis, tradicional empresa imobiliária do Rio, está atendendo a 11 empreendedores que querem investir na Região Portuária. Entre eles está o engenheiro Rafael Lucente, fundador do Grupo Volo, que lançará o seu primeiro residencial em setembro, na Rua Sacadura Cabral, na Praça da Harmonia, e próximo do principal prédio do Moinho Fluminense. A ideia dos lofts atende principalmente a um público jovem, interessado em morar em uma das áreas mais promissoras da cidade.

Praça da Harmonia foi escolhida após pesquisas

Rafael Lucente vê como muito positivo o futuro dos empreendimentos nos bairros do Porto e afirma que a escolha da Praça da Harmonia aconteceu após várias pesquisas. “Mapeamos muito a cidade para estrear pelo Porto Maravilha a parte de incorporação da nossa empresa. Acreditamos muito na região“, afirma ele que, no momento trabalha no desenho da futura fachada do prédio. “Estou justamente projetando a fachada em uma pegada mais moderna”, relata o engenheiro, dono do Grupo Volo.

O retorno dos investimentos imobiliários no Porto Maravilha e no Centro da cidade é fortalecido pelas expectativas positivas criadas pelo projeto Reviver Centro, aprovado em primeira discussão na Câmara de Vereadores, na última semana, que prevê incentivos para construção de imóveis residenciais.

Dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que constam em relatórios da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária (Cdurp), confirmam que, somente no primeiro trimestre do ano, 19 pedidos de licenciamento no Centro estavam sob análise, dos quais 8 são para construção de prédios, como o da Praça da Harmonia, e os demais para reformas, pedidos de habite-se e legalização de imóveis. Entre 2019 e 2020 foram apenas sete pedidos de construção.

 


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Os efeitos positivos do projeto Reviver Centro são atestados por Cláudio Castro, diretor da Sergio Castro Imóveis. “Temos notado o surgimento de muitos pequenos e médios empreendedores procurando terrenos para prédios comerciais. Um perfil diferente do que existia aqui no Porto Maravilha, de grandes construtoras. Existe um efeito colateral do Reviver Centro e as conversas têm sido intensas”, diz .

Novo perfil de investidores

Cláudio Castro também enxerga um bom desempenho para o futuro complexo multiuso que será construído no Moinho Fluminense, comprado em 2019 pelo grupo paulista Autonomy Investimentos. “Para o Moinho Fluminense, a melhor opção é o uso misto, pois hoje não dá para depender só de sala comercial”, explica. Para Castro, um novo perfil de pequenos e médios empreendedores chegam com mais força à região, o que deve marcar a retomada dos investimentos no setor imobiliário do Porto Maravilha.