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PPP fará Rio parte do circuito de cidades inteligentes

Em artigo, Luis Claudio Souza Leão, do Coalizão Rio e do Clube Empreendedor, fala dos novos investimentos no Centro de Operações do Rio de Janeiro

23 de junho de 2021


O projeto é resultado do programa Luz Maravilha e será custeado 100% pela Parceria Público-Privada (Foto: Prefeitura do RJ)


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ARTIGO

Luis Claudio Souza Leão

 

O Programa Luz Maravilha, projeto resultante de uma Parceria Público-Privada (PPP) de iluminação pública, renderá ainda mais frutos para a cidade do Rio de Janeiro, além da ampliação da rede de iluminação pública. Serão instaladas mais de 10 mil câmeras no município, sendo 40% delas com reconhecimento facial. O Centro de Operações Rio (COR), na Cidade Nova, ganhará mais 1.400 m², 50% do espaço atual. A cidade ganhará ainda 5 mil pontos de wi-fi e 9 mil sensores georreferenciados. Os investimentos serão realizados pelas 5 empresas que formam o Smart Luz, com o qual a Prefeitura firmou a PPP em abril de 2020.

A expansão do Centro de Operações Rio contará com a instalação, na sala de controle, no térreo, de mais um telão, com 14 m². O novo equipamento ficará ao lado do painel existente, que tem 65 m² e 100 monitores. Será instalado ainda mais um monitor de LED de 75 polegadas acima do videowall. Ao todo, o espaço terá mais bancadas operacionais, com 24 posições de trabalho e 20 monitores.

Segundo o projeto de ampliação do COR, no primeiro andar do novo prédio haverá um Datacenter, que processará uma alta de capacidade de informações relacionadas à dinâmica da cidade do Rio de Janeiro, como: quantidade de chuva, fotos e vídeos de ocorrências, além de informações capturadas pelos novos sensores georreferenciados. No mesmo equipamento, serão processados os streamings das novas câmeras.

As obras para a expansão do COR devem ter início em agosto, com previsão de término em março de 2022, período no qual também estão previstas compras, instalação, configuração e ajustes de todos os equipamentos necessários para o funcionamento do Centro, que contará ainda com a reutilização da água e eficiência energética.

Com os investimentos tecnológicos, a cidade do Rio se inscreve no circuito de cidades inteligentes. O COR, que sofrerá todas as intervenções em pleno funcionamento, receberá a certificação LEDD, uma certificação para construções sustentáveis, concedida pela organização não governamental Green Building Council.


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Mais câmeras pelo Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio conta atualmente 800 câmeras, das quais 300 estão desativadas. De acordo com as novas diretrizes de investimento, esses equipamentos passarão por reparo e devem voltar a funcionar até o final do ano. Ao COR também estarão interligados equipamentos particulares: 50 do consórcio Porto Novo, e 14 (orla) da Surf Conect.

As autoridades municipais têm realizado reuniões para definir os locais prioritários para a instalação das 10 mil novas câmeras, como os grandes corredores de tráfego. As avenidas das Américas e Ayrton Senna (Barra), na Barra da Tijuca, Zona Oeste, que já contam que esses dispositivos, terão a sua capacidade aumentada. A intenção da Prefeitura é de instalar câmeras também em outras áreas da Zona Oeste, bem como na Zona Norte e em Paquetá.

Os períodos de chuva também receberão atenção de poder público municipal. Locais, onde tradicionalmente são formados bolsões de alagamento, também receberão câmeras de monitoramento. Da mesma forma, locais onde as manchas de segurança indiquem ocorrências de pequenos delitos serão fiscalizadas, seguindo os ordenamentos da Lei Geral de Proteção de Dados.

O que não se vê, também será esquadrinhado pela Prefeitura, que colocará 4 mil sensores de resíduos sólidos, em bueiros espalhados pela cidade. Cinco mil sensores de sinais também serão espalhados pela cidade para melhorar o fluxo de trânsito.

O Luz Maravilha, que até agora implantou 90 mil, das 450 mil luminárias de LED previstas, receberá um incremento especial no qual as áreas de comunidade e periferia serão privilegiadas. Com a expansão da modernização dos pontos de luz, o Luz Maravilha ganhará uma participação cada vez maior nas receitas da Contribuição Social da Iluminação Pública (Cosip), recolhida no pagamento das contas da Light, que pode chegar a 54,5% da Cosip.

Quanto ao wi-fi, orla, praças, escolas e hospitais municipais estão entre os lugares previstos para o recebimento da rede, embora a lista esteja sendo fechada. A velocidade mínima da internet será 512 Kbps (quilobits por segundo), o que permitirá que 200 pessoas estejam conectadas por ponto. A meta da Prefeitura do Rio é de um milhão pessoas sejam conectadas ao mesmo tempo por ponto.

Os investimentos totais realizados pela Parceria Pública Privada na cidade do Rio são de R$ 1,4 bilhão, e a concessão é 20 anos.