Porto em Maricá terá investimento de R$ 12,8 bilhões | Diário do Porto


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Porto em Maricá terá investimento de R$ 12,8 bilhões

Após liberação na Justiça, as obras no Complexo Portuário de Maricá podem começar no início de 2022. Empresa investidora busca sócios para o projeto

2 de agosto de 2021

Obras no futuro Porto de Jaconé podem ter investimento de quase 13 bi (divulgação)

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Após vitória parcial na Justiça, as obras no Complexo Portuário de Maricá podem começar no início de 2022. Essa é a estimativa de João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA Engenharia, empresa idealizadora do projeto em entrevista ao jornal Valor. O executivo prevê investimentos na casa de US$ 2,45 bilhões no empreendimento, cerca de R$ 12,8 bilhões. A empresa busca agora sócios estratégicos para o projeto.

Denominado Terminais de Ponta Negra (TPN), o projeto surgiu em 2011, quando a DTA comprou a área na Praia de Jaconé, em Maricá. Porém, o processo ficou travado a partir de 2015, devido a uma ação judicial movida pelo CAO de Meio Ambiente e da Ordem Urbanística do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O principal objetivo dos procuradores é proteger as “beachrocks”, formações rochosas descritas pelo naturalista britânico Charles Darwin, em sua passagem pelo litoral do Rio de Janeiro, em 1832.

Após anos de discussão, o Estado do Rio conseguiu, na segunda instância, suspender a liminar que impedia o prosseguimento projeto. Além disso, o juiz de primeira instância também deu uma decisão interlocutória que permite a continuidade das análises ambientais. Agora, a agência estadual poderá retomar os estudos para a licença de instalação – processo que ainda deverá levar alguns meses.

Apesar de os questionamentos jurídicos contra o empreendimento ainda não terem se esgotado, a DTA julga que já há segurança jurídica suficiente para começar a tirar o porto do papel e fazer os investimentos.


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Maricá tem proximidade estratégica

Trata-se de um projeto bastante ambicioso. O plano é construir quatro estruturas: um terminal voltado a granéis líquidos; outro para gás natural; um terceiro para contêineres; e um estaleiro para reparos. A área operacional soma 3,5 milhões de m².

Para viabilizar cada uma delas, a DTA ainda deve buscar sócios estratégicos, inclusive parceiros que estiveram na concepção do projeto, mas desistiram por conto imbróglio judicial. Mesmo sem a definição das parcerias, Oliveira Neto diz que, assim que for concedida a licença de instalação, já será iniciada a primeira etapa: com a construção do quebra-mar, da retroárea, a dragagem, entre outras obras de preparação.

A fase inicial será executada pela própria DTA, que é especializada em engenharia para o setor portuário. Ao longo da estruturação do projeto, destacou-se um diferencial: a proximidade com Polo Gaslub. Instalado na área que abriga o Comperj, em Itaboraí. A instalação da Petrobrás prevê operações de lubrificantes, processamento de gás natural e, possivelmente, uma usina termoelétrica. Outro ponto positivo é que o gasoduto Rota 3, que conecta o polo de Pré-Sal da Bacia de Santos ao Gaslub e passará pela área do futuro TPN, o que abre possibilidade de acesso ao porto, conclui Oliveira Neto.

 

 


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