Porto do Rio entrega cestas básicas para 102 famílias do Caju | Diário do Porto

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Porto do Rio entrega cestas básicas para 102 famílias do Caju

Empresas como o Píer Mauá participam da entrega das cestas básicas. Ação vai durar 3 meses, podendo ser prorrogada pela Companhia Docas do Rio de Janeiro

17 de abril de 2020


As cestas básicas que o Porto do Rio está entregando para famílias do Caju contêm, cada uma, itens para 4 pessoas (foto: CDRJ / Reprodução)


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Pelos próximos 3 meses, 102 famílias da favela do Caju, na Zona Norte do Rio, receberão cestas básicas entregues pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), que administra o Porto do Rio, vizinho da comunidade. A ação é realizada em conjunto com empresas que atuam no porto, entre elas o Píer Mauá.

A iniciativa, que pode ser prorrogada por mais meses, faz parte das ações que a CDRJ vem tomando no cenário da pandemia do coronavírus, principalmente em relação à saúde dos próprios funcionários, higienização das instalações e apoio aos prestadores de serviços.

Além do Píer Mauá, as outras empresas participantes da entrega das cestas básicas são: Triunfo Logística, ICTSI Brasil, Pennant Serviços Logísticos, Gávea Logística, Terminal de Trigo do Rio de Janeiro (TTRJ) e MultiTerminais.

Segundo o diretor de Relações com o Mercado e Planejamento da CDRJ, Jean Paulo Castro e Silva, “é importante unir forças nesse momento que vivemos, no intuito de atenuar os impactos socioeconômicos provocados pela pandemia da COVID-19, e as empresas parceiras não mediram esforços para colaborar com a causa.”

As famílias beneficiadas foram mapeadas a partir do cadastro no Centro de Referência e Atendimento Social (CRAS). As cestas básicas incluem produtos alimentícios, materiais de limpeza e artigos de higiene pessoal em quantidades estimadas para uma família de 4 pessoas.


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Outras medidas

Administrados pela CDRJ, os portos do Rio, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis mudaram suas rotinas devido à pandemia da Covid-19, a doença causada pelo coronavírus. Desde a semana passada, a Guarda Portuária realiza a aferição de temperatura corporal dos empregados e usuários dos terminais, por meio de termômetros digitais com infravermelho (tipo pistola), ampliando a ação que já vinha sendo realizada pelas empresas arrendatárias.

O procedimento leva menos de 10 segundos e as pessoas com temperatura igual ou superior a 37,8 não podem trabalhar. Pessoas com sintomas evidentes de gripe também são orientadas a retornar para suas casas.

Também foram criadas barreiras sanitárias, com a intensificação da limpeza das instalações, especialmente nos portões de acesso, portarias e outras áreas de convivência, sendo priorizada a higienização das áreas de contato como catracas, corrimões e maçanetas.

A CDRJ instituiu home office para todos os empregados do grupo de risco e para os recém-chegados do exterior, e a medida foi ampliada posteriormente para os setores administrativos. Além disso, foram vedadas viagens a trabalho, reuniões presenciais, treinamentos, visitas técnicas e outras atividades que envolvam aglomerações de pessoas. Foi suspenso ainda o uso de biometria nas catracas para evitar o toque, devendo ser utilizados os crachás para controle de acesso.