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Polo Gastronômico no Porto fortalece bares e restaurantes

Em meio à pandemia, empresários de bares e restaurantes apostam na criação do Polo Gastronômico do Porto para vencer a crise

10 de maio de 2021


Restaurantes do Porto querem formar um polo gastronômico. O Gracioso é um dos mais tradicionais da região (foto: Divulgação)


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Mario Ferreira

Restaurantes e bares na Região Portuária, em parceria com o Sebrae, iniciaram o processo de formalização do Polo Gastronômico do Porto. O projeto tem o objetivo de fortalecer os negócios, duramente atingidos pela crise sanitária da Covid-19.

O Polo vai realizar ações conjuntas de planejamento e marketing para promover a região como destino de gastronomia, além de destacar outros atrativos turísticos, históricos e culturais. As ações serão desenvolvidas junto aos setores de hospedagem, guias de turismo e entretenimento.

Também estão previstas parcerias com as grandes empresas e pontos turísticos da região, para alavancar e atrair clientes para o local, entre eles o público que visita, por exemplo, o Museu do Amanhã, o AquaRio, a roda gigante Rio Star e oEspaço Cultural da Marinha.

“A pandemia agravou uma crise que pode levar ao fechamento de nossos empreendimentos. Com apoio do poder público e de entidades como o Sebrae Rio, o desfecho pode ser diferente. Este suporte é fundamental e decisivo”, afirma Sérgio Balthazar, proprietário do Gratto Bistrô, e um dos empresários a frente da Polo Gastronômico do Porto.

Angu do Gomes
O Angu do Gomes, antes da pandemia. Atualmente, o bar segura as pontas com 20% do faturamento antigo e equipe reduzida (Foto: Divulgação)

Sem clientes para atender

Segundo os empresários, os clientes sumiram porque a área tem escassez de imóveis residenciais e a maioria das empresas não retomaram suas atividades presenciais.

No tradicional restaurante Angu do Gomes, no Largo São Francisco da Prainha, a situação anda muito difícil para o dono, Rigo Duarte. Por causa da crise, teve que demitir 10 dos 23 funcionários, ao mesmo tempo em seu faturamento caiu 80%. “O movimento ainda é muito baixo. Estamos sobrevivendo com empréstimos, fazendo ajustes diariamente”, contou.

“Eu costumo dizer que não tive que me virar nos 30, e sim nos 90. Era o início da nossa operação e, por ser um negócio recente, não conseguimos nenhuma linha de crédito com os bancos. Abro as portas todos os dias para me manter”, disse Sérgio Balthazar, proprietário do Gratto Bistrô.

Já para Tino Lago, dono do Gracioso, restaurante que há mais de 60 anos é um dos principais pontos de atração no entorno da Praça Mauá, o atual cenário não permite planejar o futuro do seu negócio.

“A cada nova mudança ou qualquer anúncio de restrição as coisas ficam estagnadas. As empresas ao nosso redor, migraram para o home office. Os restaurantes da região dependem muito do movimento das empresas. No fim do mês, a conta não fecha”, conta Tino.

O empresário aposta no Polo Gastronômico, como uma alternativa possível para o seu negócio. “A iniciativa é ótima. Estou torcendo pra sair do papel e beneficiar todo mundo o mais breve possível”.

Muitos não sobreviveram à pandemia

Quem resiste tenta atrair clientela e se reinventar, mas nem todos têm a mesma chance. De acordo com o Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro, 25% dos 10 mil estabelecimentos da cidade fecharam, o que causou 14,5 mil demissões.

 


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