Cidadania

Polícia investiga abandono de 8 animais em terreno na zona oeste

Os animais foram resgatados no imóvel, sem água e sem comida. Um dos cavalos morreu. No começo do ano, 30 gatos morreram em condomínio da Zona Sul

6 de março de 2020
Oito animais sofriam maus-tratos em um terreno em Campo Grande, na Zona Oeste (foto: Prefeitura / Divulgação)

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A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) está investigando o abandono de 8 animais em um terreno na rua Caminho Simão Lobo, 536, em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. No imóvel, foram localizados 3 cavalos, 1 bode, 1 cabra, 2 galinhas e 1 cachorro, sem comida e sem água.

Os agentes da Delegacia compareceram ao local acompanhados de servidores da Prefeitura, que receberam a denúncia de maus-tratos e organizaram a operação.

Foi necessário arrombar os portões do imóvel, que estavam trancados por cadeados. Ao entrar, os agentes constataram péssimas condições de higiene, além da falta de comida e água para os animais, que foram levados para tratamento, no Centro de Controle de Zoonoses da Vigilância Sanitária, em Santa Cruz, também na zona oeste.

Um dos cavalos não resistiu aos maus-tratos e morreu, o outro está em péssimas condições, muito abaixo do peso. O cão passa bem e os outros 6 animais continuam em tratamento na unidade. Segundo a denúncia, os animais viviam em péssimas condições desde o Carnaval, que é uma das épocas do ano com mais registros de abandono.


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No mês passado, o Governo do Estado sancionou lei que cria a primeira Delegacia especializada para o combate aos maus-tratos a animais domésticos no Estado. A atual Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) continuará existindo e manterá o foco de atuação em crimes ambientais e proteção à fauna e flora silvestres.

O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OABRJ (Ordem dos Advogados do Brasil-Rio de Janeiro), Reynaldo Velloso, afirma que a criação da Delegacia especializada é um avanço e defende que, em casos de crime contra vários animais, as penas sejam multiplicadas. Atualmente, a punição para o crime é de 3 meses a 1 ano de prisão. “Tem que haver uma sensibilidade do Poder Judiciário com os crimes contra os animais. É uma conjugação de forças”, enfatizou.

Um dos casos que está sendo acompanhado de perto pela Comissão é a morte de mais de 30 gatos em um condomínio na Gávea, na zona sul da cidade. As mortes começaram no final de janeiro passado, após discussões entre moradores sobre a permanência dos animais em um terreno ao lado do prédio e a suspeita é de envenenamento, segundo a OABRJ.

Atualmente, o canal mais comum para comunicar maus-tratos contra animais é o telefone 1746, mantido pela Prefeitura do Rio.