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PM do Rio vai mudar de farda ainda este ano

Desde 2012 não há mudanças nos uniformes da PM. Conforto, durabilidade, resistência e proteções específicas serão levadas em consideração em novo modelo desenvolvido pelo Senai Cetiqt para o Gabinete de Intervenção Federal

19 de julho de 2018



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Que a Polícia Militar do Rio de Janeiro precisa de mais investimentos em capacitação e armamentos para enfrentar o poder de fogo dos bandidos muita gente não duvida, Mas pelo menos “na capa” haverá mudanças. A farda dos policiais militares do estado vai mudar em breve. O Gabinete de Intervenção Federal assinou um contrato com o Senai Cetiqt (Centro da Tecnologia da Indústria Química e Têxtil) para criar novos uniformes para os mais de 44 mil PMS. Desde 2012 não havia mudanças nos uniformes da PM.

“Eles precisam de roupas que sejam adequadas ao seu dia a dia e tipo de atividades. Conforto, durabilidade, resistência, proteções específicas, entre outras questões, serão levadas em consideração em nosso trabalho”, explica Renata Monteiro, analista de mercado do Senai Cetiqt. Em parceria com o coordenador do setor de consultoria, Wallace Avelar, ela apresentou aos membros do Gabinete de que forma o projeto poderia ser desenvolvido para trazer benefícios aos policiais.

“Eles ficam muito tempo nas ruas, expostos ao calor, principalmente. As fardas precisam ser leves, confortáveis e que lhes tragam proteção também. Os bolsos precisam estar posicionados em locais estratégicos e terem tamanhos adequados para guardar cada tipo de instrumento usado em suas operações do dia a dia”, pontua Renata.

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Inicialmente a entidade do Rio de Janeiro, que é referência em pesquisa e tecnologia para os setores de moda, têxtil e confecção, receberá uma amostra do uniforme usado atualmente pela corporação para que tecido e modelagem sejam estudados, a fim de sejam percebidas quais aplicações precisam ser adotadas para dar funcionalidade à roupa.

“Com a tecnologia que temos hoje é possível desenvolver fibras que cumprem diversas funções além do vestir”, cita Avelar. Para isso, especificações como vestibilidade, leveza, conforto térmico e proteção UV serão levadas em consideração para a criação do tecido. Já para a modelagem, que também passará por mudanças, conforto, mobilidade e posicionamento de bolsos serão fatores chave.

O Senai Cetiqt tem um mês para concluir o estudo das especificações técnicas. Em seguida, serão desenvolvidos protótipos para que sejam feitos testes de prova e de campo, além de receberem a aprovação da corporação. Para a confecção dos uniformes, a PM abrirá um processo licitatório para contratação de uma empresa, que deverá seguir as normas técnicas produzidas pelo Cetiqt. A estimativa é que os novos uniformes sejam entregues aos policiais até o final deste ano.

Fonte:  Senai Cetiqt, com Redação


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