Plataforma digital da UFRJ identifica queimadas na Amazônia | Diário do Porto


Meio Ambiente

Plataforma digital da UFRJ identifica queimadas na Amazônia

Desenvolvida por pesquisadores da UFRJ, sistema Alarmes ajudará os órgãos de prevenção e combate a incêndios em três biomas brasileiros

28 de junho de 2022

Plataforma detecta incêndios em tempo quase real por toda a Amazônia brasileira (Foto: SGCOM/Divulgação)

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O Instituto de Geociências da UFRJ, por meio do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa), ampliou na última semana o alcance da plataforma Alarmes, que passa agora a emitir alertas de áreas queimadas em tempo quase real por toda a Amazônia brasileira. O sistema abrange uma área que representa, aproximadamente, 75% do território brasileiro e emite alertas diários para facilitar ações de prevenção e de fiscalização pelos órgãos ambientais.

O sistema é pioneiro no Brasil, mas já foi testado em diversos tipos de vegetações espalhadas pela Oceania, pela América do Norte e pela África. Os alertas diários detectam os territórios queimados de três biomas, que somam 1.570 municípios, 362 terras indígenas, 637 unidades de conservação, 17 bacias hidrográficas, no Cerrado e uma região de plano operativo, no Pantanal.

De acordo com a pesquisadora do Lasa, Julia Rodrigues, o mapeamento da Amazônia ainda é um protótipo em constante aprimoramento. Usuários em campo irão ajudar a calibrar o sistema ao longo dos próximos 12 meses. “Mapear, com êxito, áreas queimadas via satélite neste bioma é um desafio, pois há fatores ambientais que dificultam a observação da superfície”, afirma a integrante do novo projeto.


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Lasa
Sistema Alarmes, da UFRJ, mapeia diversas áreas e abrange três biomas (UFRJ/Divulgação)

Nova ferramenta de fotografias também será incorporada pela UFRJ

A Fogoteca, como foi batizada pelos pesquisadores, vai armazenar fotografias obtidas no local das queimadas, criando uma grande rede colaborativa de dados para validação do sistema e compreensão do regime de fogo para cada região. “A Fogoteca vai recolher as imagens georreferenciadas, que ficarão disponíveis no sistema, outra forma de validar os nossos alertas e todos os mapeamentos”, explica Julia Rodrigues.

As informações são importantes não apenas para validar, mas também para criar um banco de dados sobre a origem dos incêndios. Os especialistas capacitados das equipes de combate aos incêndios poderão inserir, junto com as fotografias, se o fogo começou de forma natural, acidental ou intencional.


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