Petróleo e Gás

Petrobras: 5 anos e R$ 1,5 bi para limpar depósito ilegal no mar

Petrobras diz que despejo iniciou-se antes de legislações, mas documentos contradizem. Área de depósito irregular seria maior que Florianópolis

8 de agosto de 2020
Área total de suposto depósito irregular seria maior que Florianópolis (Foto: divulgação)

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A Petrobras teria um depósito gigantesco irregular no litoral brasileiro, segundo o Estadão. O “almoxarifado submarino”, como a empresa denomina, estaria na Bacia de Campos, região que pega Rio de Janeiro e Espírito Santo, e teria uma área de 460 quilômetros quadrados, superior à cidade de Florianópolis (SC). Os equipamentos submersos seriam tubos de PVC flexíveis e sistemas de ancoragem. Cerca de metade do material já é considerado inutilizável, segundo relatório.

O jornal paulista diz que a Petrobras se recusou a dar informações a respeito do caso. No entanto, após a reportagem ir ao ar, a petroleira diz que “iniciou as atividades na Bacia de Campos em 1977 com o uso de áreas submarinas como apoio logístico, antes de haver legislação regulamentando o licenciamento ambiental para exploração e produção offshore“.

A reportagem do Estadão, porém, diz que os documentos mostram que a utilização dessas áreas como depósito teve início em 1991, e não em 1977, e teria ocorrido até março de 2016, quando o Ibama vetou a prática.


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R$ 1,5 bilhão para retirada

Para retirar todos estes equipamentos, a Petrobras teria que desembolsar pelo menos R$ 1,5 bilhão e demoraria mais de 5 anos para realizar a limpeza total. Há conversas que tentam chegar a um acordo com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O órgão, inclusive, já aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões e uma indenização de R$ 25 milhões à estatal.