Pequenos negócios podem ter socorro de até R$ 5 milhões | Diário do Porto

Economia

Pequenos negócios podem ter socorro de até R$ 5 milhões

Nova lei promete ajudar pequenos negócios do Estado do Rio a obterem crédito emergencial, durante a crise da pandemia do coronavírus

22 de abril de 2020


Pandemia fechou a maioria dos pequenos negócios no Rio e crédito emergencial promete socorro aos empresários (foto: Agência Brasil / Tania Regô)


Compartilhe essa notícia:


Pelo menos um quarto dos pequenos negócios no Estado estão em dificuldades financeiras e apenas 4% estão funcionando normalmente, segundo pesquisa divulgada pelo Sebrae Rio, que mostra os efeitos da pandemia do coronavírus na economia. São estabelecimentos desse porte que poderão ser socorridos por um crédito emergencial de até R$ 5 milhões, criado por uma nova lei estadual, a 8796/20.

A pesquisa do Sebrae Rio, “Especial Coronavírus – As dores dos pequenos negócios no Rio de Janeiro”, ouviu 687 pequenos empresários e 55% disseram que seus estabelecimentos estão totalmente fechados. Nesse cenário, as vendas online poderiam ser uma saída para contornar as restrições do isolamento social. Entretanto, 32% dos pequenos empresários dizem que não há viabilidade para realizarem vendas on-line e outros 25% alegam que não possuem meios para atuar nesse ambiente. Poucos já fazem negócios on-line e desses, 6% são a exceção, pois afirmam que conseguiram até mesmo aumentar suas vendas na crise.

A Lei 8796/20 permite que a AgeRio (Agência de Fomento do Rio) aprove e conceda diretamente créditos emergenciais para micro, pequenas e médias empresas do Estado do Rio. Segundo o governador Wilson Witzel, a medida busca reduzir os impactos negativos da pandemia na economia.

“O objetivo é agilizar o processo de concessão de crédito, evitando prejuízos aos beneficiários decorrentes da demora na liberação dos recursos”, afirmou Witzel.

 


LEIA MAIS

Site de apostas faz doação de 16.000 cestas básicas ao Rio

Cariocas ricos repetem fuga do Rio, como na época do Império

É hora de ler livros: o confinamento está lá fora


 

Problemas na Indústria Fluminense

Na última quinta-feira, 20, uma audiência virtual da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), discutiu o impacto das medidas de isolamento social na indústria do Estado. Na ocasião, o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro (Simperj), Gladstone dos Santos, ressaltou a necessidade de colaboração entre o setor público e o privado.

“O estado precisa se adaptar em termos de despesas. Precisamos reinventar o Rio de Janeiro juntos. Estou esperançoso que essa reunião seja o primeiro passo. Hoje estamos fazendo nosso dever de casa, mas é necessário rever as ações dos últimos anos. Temos que unir forças para atrair empresas para o Rio de Janeiro”, disse.

Já para o subsecretário de Estado de Indústria e Comércio do Rio, Guilherme Merces, tanto a saúde quanto a economia devem ser cuidadas da melhor forma. “Nós precisamos implementar medidas para proteger a saúde da população, mas também estamos dialogando para preservar nossa produtividade. Não existe dicotomia entre saúde e economia”, afirmou.