Teatro

Peça sobre Lima Barreto estreia no Teatro Dulcina

Monólogo indicado ao Prêmio Shell 2018 estreia no Centro nesta quinta (5). ‘‘Lima entre Nós’ é tributo a Lima Barreto, encenado por Leandro Santanna e mostra a atualidade das obras do escritor que viveu no início do Século XX

1 de setembro de 2018

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Da juventude a sua morte precoce, de um ângulo único, em primeira pessoa. É assim que o espectador assiste ao monólogo ”Lima entre Nós – Estudo Compartilhado a Atualidade de Lima Barreto’. A peça estreia sua terceira temporada no dia 5 de setembro, no Teatro Dulcina, no Centro do Rio, com ingressos a preços populares, a partir de R$ 10.

Indicado ao Prêmio Shell 2018 pela atuação, Leandro Santanna (foto) impressiona e leva a plateia de volta ao Rio de Janeiro do início do Século XX, um período em que Lima Barreto vivenciava e escrevia crônicas do cotidiano e do cenário político da época. Sua obra ainda é atual e certeira.

Mais de 2 mil pessoas já assistiram ao espetáculo, em suas temporadas anteriores, que contam com apresentações no Sesc Tijuca, Memorial Getúlio Vargas e na Casa de Cultura Laura Alvim. O espetáculoserá exibido no Teatro Dulcina (Rua Alcindo Guanabara 17, Centro do Rio) todas as quartas e quintas-feiras, de 5 a 27 de setembro, às 19h. Preço: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia), R$ 10 (lista amiga).

Com 22 anos de carreira, Leandro é ator, produtor e diretor da Companhia Teatral Queimados Encena. “Durante quatro anos acalentei o desejo de produzir um espetáculo sobre a vida e a obra de Lima Barreto. Pensei em formas variadas, e pessoas diversas para construir este projeto, e convidando a atriz e diretora Marcia do Valle, ele começou a ser formatado ainda em 2015”.

Leandro conheceu a obra de Lima Barreto através da mãe, historiadora Conceição Santanna. “Na Universidade das Quebradas, graças a Heloísa Buarque de Holanda, e através de Beatriz Rezende, Aderaldo Luciano e Beá Meira, entendi melhor quem era Lima Barreto”, conta,

Quem foi Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto foi um homem negro que, no alvorecer do século XX, escreveu artigos em defesa das mulheres, criticou ferozmente a República Brasileira e opôs-se aos modismos internacionais que dominavam sua época em detrimentodoshábitosecostumes denossamatrizcultural.

Como amanuense da secretaria da guerra, fez diversas críticas ao funcionalismo público e à classe política do país, que manteve os privilégios das famílias aristocráticas. A sua obra teve como propósito despertar alternativas que renovassem a realidade social do seu tempo, sempre destacando os mais desfavorecidos.

 

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