Paquetá cobra agilidade na licitação das barcas | Diário do Porto


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Paquetá cobra agilidade na licitação das barcas

A um ano do fim do contrato com a CCR, moradores de Paquetá estão preocupados com atraso na licitação do serviço de barcas

11 de fevereiro de 2022

Moradores de Paquetá temem ficar sem serviço de barcas em 2023 (DIÁRIO DO PORTO)

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A Associação dos Moradores da Ilha de Paquetá (Morena) enviou um ofício à Secretaria de Estado de Transportes do Rio de Janeiro (Setrans) para cobrar maior celeridade no processo de licitação dos serviços de transporte aquaviário. Falta um ano para encerrar o contrato em vigor. A CCR, concessionária que atualmente opera as barcas nas baías de Guanabara, Ilha Grande e Sepetiba, já informou que não tem interesse na renovação do serviço. As informações são da “Agência Brasil”.

“É um processo complexo e o tempo já é curto. Estamos falando de uma concessão que deverá durar 25 anos. Tem que fazer a modelagem que vai prever tudo o que pode acontecer ao longo desse tempo e só então o edital poderá ser redigido. E tudo deverá passar pelos órgãos de controle”, diz Guto Pires, diretor geral da Morena.

No documento protocolado na Setrans há duas semanas, a Morena afirma que há um atraso na contratação do consórcio de empresas que fará os estudos técnicos necessários para a elaboração de um novo modelo de concessão ou permissão, com vistas a substituir a CCR.

Moradores de Paquetá querem reunião com secretário

Uma concorrência pública foi realizada em dezembro para escolha desse consórcio. No site da Setrans estão disponíveis o edital e demais documentos da seleção, mas não há divulgação das empresas vencedoras. Os moradores da Ilha de Paquetá pedem uma reunião com o secretário André Nahass para tratar do assunto, mas ainda não receberam uma resposta.

“O maior fluxo de transporte aquaviário do estado é entre Rio e Niterói. Mas tem a ponte. Se suspende o serviço das barcas, vai congestionar a, vai ser um inferno, mas haverá essa alternativa para que os trabalhadores cheguem ao seus locais de trabalho. Em Paquetá, não é assim. É um ilha. O ir e vir da Ilha depende exclusivamente da barca. Se chegar um crise desse nível, impacta todas as dimensões da nossa vida aqui”, pondera Guto Pires.

O cronograma de trabalho para elaboração do modelo de concessão, disponível no site da Setrans, prevê oito meses para a entrega do relatório final e das minutas do edital e do contrato. Significa que se o contato for assinado ainda neste mês, o prazo para conclusão do serviço se estenderá até outubro. Só a licitação poderá ser efetivamente realizada para selecionar a empresa que irá operar as barcas.

Procurada pela Agência Brasil, a Setrans informou que o processo referente à concorrência pública está em análise. “A Setrans ressalta que está cumprindo todos os trâmites prescritos em lei e trabalha para cumprir o cronograma previsto inicialmente, visando garantir a manutenção da prestação do serviço aquaviário à população”, afirmou em nota.


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