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Pandemia não desvalorizou imóveis no Rio. Veja ruas mais caras

Após um ano de pandemia, valor do metro quadrado dos imóveis fica estável. Pesquisa do Secovi Rio aponta a variação dos preços nos endereços mais cobiçados

17 de março de 2021


A capital fluminense é a cidade brasileira mais buscada por brasileiros (Foto: Alexandre Macieira/ Riotur)


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O valor do metro quadrado de imóveis no Rio de Janeiro, tanto para venda quanto para locação (residencial e comercial), permaneceu estável após o primeiro ano de restrições econômicas. É o que aponta o relatório mensal divulgado pelo Sindicato da Habitação (Secovi Rio), que acompanha de perto os impactos da pandemia no mercado imobiliário.

O estudo mostra que, em março de 2020, o valor do metro quadrado residencial para venda era de R$ 8,668. Atualmente, está em R$ 8,653. Já valor para locação encontra-se em R$ 31,60 nos dias atuais. Em março do ano passado, o apurado era R$ 30,95.

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Variação de preços dos imóveis

O Secov Rio mostra a variação de preços de imóveis no Rio em diferentes regiões, mas destaca que os números seguem semelhantes aos apurados antes da pandemia. A Zona Sul foi a única região que manteve os preços com variação média de 1,5% em relação a 2020. Já a retração que mais chamou a atenção foi a da zona central, com queda de quase 10% na média dos valores, a partir de agosto.

No mês passado, uma reportagem do DIÁRIO DO PORTO apontou os motivos para o “esvaziamento” do Centro do Rio. Números mostram que a região está, atualmente, com 45% de seus espaços comerciais vazios.

Imoveis - Secov Rio

Secov Rio

Variação em Copacabana é de 61,6%

O levantamento listou as ruas mais caras e comparou cada uma delas com a média de preço de seu respectivos bairros. A maior variação foi registrada em Copacabana. Na Avenida Atlântica, o metro quadrado chegou a uma média de R$ 18.104. Já a média do bairro todo foi de R$ 11.203. Ou seja, uma diferença de 61,6%.

A segunda maior variação ocorre em São Conrado. A Avenida Prefeito de Moraes, onde praticamente só existem edifícios de luxo, o metro quadrado está em R$ 18.760, contra R$ 11.927 da média do bairro, uma diferença de 57,3%). A Barra da Tijuca tem uma diferença bem parecida, de 55,7%: R$ 15.119 nas avenidas do Pepê e Lúcio Costa contra R$ 9.711 da média do bairro.

Delfim Moreira é a mais cara

Ipanema teve a variação bem menor, de 31,1%, com o metro quadrado das mais caras, a Avenida Vieira Souto e e a Rua Barão de Jaguaripe, em R$ 24.936, contra R$ 19.021 da média do bairro.

A Avenida Delfim Moreira, no Leblon, segue como a mais valorizada da cidade, com a média do metro quadrado batendo R$ 25.770, mas a diferença em relação à média total das ruas do bairro é de apenas 20%: R$ 21.467. Lagoa e Flamengo tiveram variações de 15,5% e 8,6%, respectivamente, entre as vias mais caras e a média de todos os imóveis.]

Maurício Eiras, coordenador do Secovi Rio, diz que os imóveis mais luxuosos e em regiões mais valorizadas da cidade acabam atraindo a atenção de um público específico, interessado em conforto, espaço, status e qualidade de vida. A pandemia, segundo ele, acabou interferindo na intenção de compra.

“Com a pandemia, a valorização do dólar e a desvalorização do real, percebemos que quem antes gostava de investir dinheiro em grandes viagens internacionais hoje está dando mais atenção ao espaço onde mora. Isso acaba refletindo no mercado imobiliário e nas regiões consideradas mais ricas da cidade”, avalia.