Painel no Porto Maravilha celebra a Amazônia | Diário do Porto

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Painel no Porto Maravilha celebra a Amazônia

O mural dos artistas Sebá Tapajós e Robson Sark está localizado na Praça Muhammad Ali, em frente ao AquaRio. Obra faz parte de ação em defesa da Amazônia

25 de agosto de 2019
O painel tem a curadoria da WWF-Brasil e um QR code que leva a uma página com informações sobre a floresta (foto: Cdurp)

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Em meio à comoção mundial pelos incêndios e o desmatamento da Amazônia, o Porto Maravilha ganhou desde o início de agosto um novo painel que exalta a beleza e a importância da região para a biodiversidade.

O mural “A Amazônia que inspira precisa respirar”, dos artistas Sebá Tapajós, do Pará, e Robson Sark, do Rio, está localizado na parede do Armazém 7 da Orla Conde, na Praça Muhammad Ali, em frente ao AquaRio.

Com cores vivas, os dois artistas dão sequência a um projeto que desde o ano passado articula um grupo de artistas pela proteção da floresta. O painel tem a curadoria da ONG WWF-Brasil e um QR code que leva a uma página com dezenas de informações sobre a região amazônica.

A ONG é a representação brasileira da instituição internacional World Wide Fund for Nature, Fundo Mundial para a Vida Selvagem e Natureza, que tem o objetivo de conservar, investigar e recuperar o meio ambiente.


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Quem acessa as informações da WWF-Brasil sobre a Amazônia, conclui que se trata de um ecossistema único e insubstituível. É a maior floresta tropical e o sistema fluvial mais extenso do planeta. Seus 6,7 milhões de quilômetros se estendem por nove países e nele estão 10% das espécies do planeta.

O bioma é primordial para o bem-estar da humanidade: ajuda a estabilizar o clima e o ciclo hidrológico no mundo todo. A região amazônica tem de 34 milhões de habitantes, incluindo mais de 350 povos indígenas, alguns deles vivendo em isolamento.

Para a WWF-Brasil, os incêndios da Amazônia estão ligados ao desmatamento para a expansão agropecuária. Historicamente, queimar a floresta tem sido uma das técnicas mais usadas para converter o solo para a agricultura e pecuária. As queimadas provocadas são iniciadas como incêndios controlados, mas vários fogem do controle. O desmatamento para cultivo fragmenta a floresta e favorece a propagação do fogo.

Segundo o site Porto Maravilha, da Cdurp, Sebá e Robson fizeram o novo trabalho no local onde ficava outra obra deles: “O Voo da Garça”, inaugurada em 2016 para os Jogos Olímpicos. Idealizador do Museu de Arte Urbana do Porto (Maup), André Bretas explica que murais são temporários, seja pela ação do tempo ou até mesmo pela vontade do próprio artista de renovar sua obra.