Paes defenderá Galeão em sessão do Senado | Diário do Porto


Economia

Paes defenderá Galeão em sessão do Senado

Galeão será tema central de debate promovido pelo senador Carlos Portinho. Modelo de privatização do aeroporto Santos Dumont prejudica o Rio

21 de outubro de 2021

Galeão será defendido no Senado por Eduardo Paes, na foto ao lado do senador Carlos Portinho (foto: reprodução da internet)

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, vai protestar em sessão do Senado Federal contra o modelo de privatização do aeroporto Santos Dumont, que prejudica o fortalecimento do Aeroporto Internacional do Rio, o Galeão. A sessão, que faz parte dos debates temáticos do Senado, é promovida pelo senador Carlos Portinho (PL / RJ), a partir das 10h desta sexta-feira, 22 de outubro, e poder ser vista pela TV Senado, no canal https://www.youtube.com/user/TVSenadoOficial

Paes, em almoço com empresários da Associação Comercial do Rio de Janeiro, antecipou as críticas que fará no Senado ao afirmar que o modelo pretendido pelo Ministério da Infraestrutura “acabará com o Galeão, prejudicando a economia do Estado do Rio”, ao afetar a cadeia logística em torno do aeroporto internacional, com reflexos negativos também para o turismo.

Em manifestação na tribuna do Senado, o senador Carlos Portinho disse que não é contra a privatização do Santos Dumont, mas, sim, contra o modelo atual do processo, que busca valorizar o aeroporto central do Rio em um pacote que beneficia três aeroportos no interior de Minas Gerais. Em sua opinião, o Rio não pode ser sacrificado e correr o risco de perder o seu hub internacional.

Além de Paes, também estarão presentes no debate do Senado o presidente da Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Turisrio), Sergio Ricardo, o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (Cidadania) e o diretor geral da Assembleia Legislativa, Wagner Victer. “Não é um modelo liberal de concessão, é uma intervenção pública para prejudicar investimento privado (da empresa RIOgaleão). Querem privilegiar uma nova concessão, em detrimento da existente; é uma agressão ao Rio de Janeiro”, afirmou Victer, em recente evento da Alerj.

Galeão terá mais voos com limite ao Santos Dumont

O prefeito defende que o aeroporto Santos Dumont opere voos de no máximo 500 km de distância, com exceção aos de Brasília. Segundo Paes, essa proposta levaria ao aumento imediato de 30% dos voos no Galeão, fortalecendo a formação de um hub aéreo internacional que beneficiaria toda a economia do Estado do Rio.

A proposta do prefeito contraria o edital de privatização do Santos Dumont defendido pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que quer atrair compradores para o aeroporto central do Rio aumentando seu número de voos, inclusive com rotas para a América do Sul.

O presidente da Alerj, André Ceciliano, também critica duramente o edital lançado pelo Ministério e disse que a Frente de Defesa do Galeão, liderada por ele e composta por várias autoridades e empresários, não vai permitir que esse modelo de privatização prevaleça.

“Esse modelo de concessão do Santos Dumont (pretendido por Tarcísio de Freitas) vai quebrar o Galeão e vamos perder o hub internacional do Rio, que é a porta de entrada do Brasil. A gente precisa usar o poder político do Estado. Estão cometendo um crime ao transferir os voos do Galeão para aumentar a outorga no leilão do Santos Dumont. Não dá para viabilizar um aeroporto com uma pista de 1,3 mil metros quando temos pistas de 3,2 mil a 4 mil. Concentrar voos no Santos Dumont é quebrar o Galeão”, afirmou o presidente da Alerj.

Ceciliano apresentou dados que demonstram que o Galeão vem perdendo relevância, principalmente, na crise da pandemia: em 2019, o aeroporto internacional chegou a transportar 14 milhões de passageiros e gerava 21 mil empregos. Hoje, são 3,9 milhões de pessoas e 8,5 mil empregos. Ele ressaltou que é imprescindível a união de forças para fortalecer o Aeroporto Internacional do Rio.


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