Pacto promete recuperar parte da Mata Atlântica em 5 anos | Diário do Porto


Sustentabilidade

Pacto promete recuperar parte da Mata Atlântica em 5 anos

Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, o compromisso é recuperar 1 milhão de hectares, o que equivale a quase 2 vezes a área do Distrito Federal

26 de dezembro de 2019

As bacias dos rios Guapiaçu e Macacu, no entorno da Baía de Guanabara, fazem parte de projeto de recuperação (foto: projeto Guapiaçu Grande Vida)

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Organizações que participam do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica pretendem recompor mais 1 milhão de hectares de mata nativa até 2025. O desafio foi assumido por representantes dos 300 membros do movimento, no início de dezembro, durante celebração pelos 10 anos da iniciativa.

Segundo informações publicadas pela Fundação SOS Mata Atlântica em seu site, a área que se espera recuperar nesse prazo equivale a quase 2 vezes a do Distrito Federal. Em 15 anos de movimento, o resultado acumulado será de 2 milhões de hectares de cobertura florestal recuperada no bioma.

Lançado em 2009, o movimento identificou, este ano, que já existem cerca de 740 mil hectares de mata em diferentes estágios de restauração, em todo o bioma. Até o ano que vem, as organizações esperam confirmar que esse número já esteja próximo de 1 milhão de hectares.

“Esperamos anunciar o alcance de 1 milhão de hectares em 2020 e mais 1 milhão até 2025, acelerando o processo e concretizando uma contribuição efetiva do Brasil para o combate ao aquecimento global, com recuperação da biodiversidade e das paisagens florestais”, explica Renato Crouzeilles, pesquisador e associado do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), membro do Pacto.

Composto por ONGs, institutos de pesquisa, empresas, órgãos públicos e proprietários de terra, o Pacto Mata Atlântica é formado por unidades regionais. Para alcançar suas metas, no entanto, precisará contar com a participação dos mais de 140 milhões de brasileiros que vivem na área original da floresta atlântica.

“Precisaremos promover mais sensibilização e comunicação para demonstrar que a restauração traz benefícios para todos os setores da sociedade, incluindo agronegócio, indústria e turismo, além de melhorar a qualidade de vida da população urbana e rural”, diz Crouzeilles.


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Resguardada pela Lei da Mata Atlântica e também pela Lei de Proteção da Vegetação Nativa, a recuperação de margens de rios, reservas legais, áreas de preservação permanente e outras áreas desmatadas ilegalmente tem também um grande potencial econômico. Envolvendo redes de coletores de sementes, viveiros de mudas e profissionais comprometidos com a restauração da floresta, a atividade gera trabalho e renda, melhorando os indicadores sociais nas regiões onde ocorre.

Para acompanhar o andamento das atividades de restauração, o Pacto também lançou o seu sistema de monitoramento online. A ferramenta, construída em parceria com o MapBiomas, permite a visualização dos locais de projetos e áreas em processo de recuperação no bioma Mata Atlântica, além dos viveiros e remanescentes florestais existentes. Atualmente, o mapa aponta 37 mil hectares de projetos em processo de restauração cadastrados e validados.

Dados da Fundação SOS Mata Atlântica, membro do Pacto, mostram que o bioma abrange cerca de 15% do território nacional, em 17 estados, sendo lar de 72% dos brasileiros e concentrando 70% do PIB nacional. Restam apenas 12,4% da floresta da qual dependem serviços essenciais como abastecimento de água, regulação do clima, agricultura, pesca, energia elétrica e turismo.

O objetivo de longo prazo do Pacto é restaurar 15 milhões de hectares de mata nativa até 2050, recuperando áreas identificadas como degradadas ou com baixa aptidão para agropecuária.

Visite https://www.pactomataatlantica.org.br/

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