Paço Imperial inaugura exposição “O Som do Tempo" | Diário do Porto

Arte

Paço Imperial inaugura exposição “O Som do Tempo”

Com uma instalação sobre o tempo e a memória, exposição estará ligada ao entorno e sincronizada com as badaladas dos sinos das igrejas do Paço Imperial

7 de setembro de 2021


Exposição terá obra inédita da artista carioca Ursula Tautz (divulgação/Paço Imperial)


Compartilhe essa notícia:


Na quinta-feira, o Paço Imperial inaugura a exposição “O Som do Tempo ou tudo que se dá a ouvir”. Com curadoria de Ivair Reinaldim, o destaque da mostra será uma obra inédita da artista carioca Ursula Tautz. Resultado de cinco anos de pesquisa, a instalação aborda o tempo e a memória. Uma pirâmide com nove toneladas de terra negra, areia dourada e badalos de sinos soterra uma cadeira com braços e alto espaldar.

A instalação de dois metros de altura é envolta por três filmes, que são projetados pelo ambiente. É uma obra imersiva, integrada ao espaço e ao entorno, que irá se transformar ao longo do tempo, com o germinar da terra que integra a instalação. Um desdobramento do trabalho será apresentado na ArtRio, de 8 a 12 de setembro.

A exposição tem uma forte carga histórica e foi pensada especialmente para o Paço Imperial, palco de importantes acontecimentos da história do Brasil, como o Dia do Fico, a Abolição da Escravidão e a Proclamação da Independência do Brasil. “A obra tem relação com o nosso País. O trono soterrado pela terra faz alusão à colonização. E, após a pandemia da Covid-19, não foi mais possível desvincular o monte de terra das cenas que vimos todos os dias em consequência das inúmeras mortes causadas pelo vírus. Mas a terra é forte, preta e fértil, enquanto a areia dourada é uma referência às nossas riquezas, revelando a dicotomia do nosso país”, conta a artista Ursula Tautz.


LEIA TAMBÉM:

Cdurp quer reativar teleférico da Providência

Paes decidirá sobre ‘arquitetura hostil’ a morador de rua

5 dicas de Leão para atrair clientes e vender mais


Os três filmes têm a exata duração do tempo que o Paço Imperial fica aberto diariamente: seis horas. Desta forma, cada visitante terá uma experiência distinta. Além disso, a instalação irá se transformar durante o período da exposição. Da terra negra, que é fértil, germinarão plantas. Os artistas que participam do filme são: Analu Cunha, Ariana Schrank, Bel Lobo, Bianca Madruga, Carlos Vergara, Claudia Lundgren, Denise Adams, Jozias Benedicto, Juliane Peixoto, Laura Gorski, Letícia Tandeta, Marcos Bonisson, Patrícia Gouvea, Pedro Gandra, Rafael Adorján, Raphael Couto, Renata Solci Cruz e Vitor Mizael.

Exposição consumiu cinco anos de pesquisa

Para realizar o projeto, a artista fez uma longa pesquisa, que incluiu a viagem para a Polônia, terra de seus atenpassados, além de estudos sobre os sinos, sua história, visitação às artesanais fábricas e entrevistas, como, por exemplo, com Manoel dos Sinos, o último sineiro do Rio de Janeiro. O Paço Imperial está adaptado às regras sanitárias, com medição de temperatura, uso obrigatório de máscara e monitoramento do fluxo de visitantes em todos os ambientes para garantir o distanciamento social recomendado de dois metros.

Serviço:

Exposição “O Som do Tempo ou tudo que se dá a ouvir”, de Ursula Tautz

Abertura: 9 de setembro de 2021, das 12h às 18h

Até quando?: 21 de novembro

Paço Imperial

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro

De terça a sábado e feriados, das 12h às 18h

Entrada Franca

http://amigosdopacoimperial.org.br