Os 5 bares históricos mais badalados do Centro do Rio

Conheça 5 bares históricos do centro do Rio que ajudam a contar a trajetória da cidade. O programa é uma ótima pedida perfeita para quem ama História

Eles estão presentes nos livros de História e na cena cultural carioca. Testemunharam o nascimento da Bossa Nova, a influência do Rock ‘n Roll na MPB e a chegada do Tropicalismo. Abrigaram a resistência dos intelectuais nos anos de chumbo e sediaram as festas da reabertura democrática. Os bares tradicionais do Centro do Rio de Janeiro oferecem uma viagem no tempo acompanhada de cerveja. Você já foi a todos eles? Vamos embarcar?

Bar Amarelinho

Amarelinho da Cinelândia é super tradicional
O Amarelinho é ponto de encontro de todas as tribos na Cinelândia (Foto: Aziz Filho)

Bar Amarelinho é a cara do Rio: localização no coração da cidade, com muita história e chope gelado. Fundado em 1921 na Cinelândia, é vizinho do Theatro Municipal, da Biblioteca Nacional, do cinema Odeon, da Câmara dos Vereadores e do Centro Cultural da Justiça Federal. Por lá passaram várias figuras notórias, como Oscar Niemeyer, Mário de Andrade, Joel Silveira e Vinicius de Moraes.

Bem eclético, o bar é ponto de encontro de todas as tribos, desde os engravatados no happy hour até os manifestantes da Cinelândia e os turistas. Além de servir petiscos, os carros-chefes da cozinha são o churrasco misto (carne bovina, carne de porco, frango e linguiça) e as pizzas.

Casa Paladino

Casa Paladino é um dos bares mais tradicionais do Rio
Com mais de 100 anos, a Casa Paladino mantém a tradição na decoração e no cardápio (Foto: Divulgação)

Com mais de 100 anos de tradição, a Casa Paladino permanece intacta. O ambiente preserva o ar de botequim e armazém. Os móveis de madeira antigos são marca registrada do estabelecimento, que mantém até os pratos originais. Em 2011, a casa adquiriu o status de Patrimônio Cultural da cidade.

A dica pra visita é degustar um chope bem gelado acompanhado de um dos famosos sanduíches da casa. O campeão de vendas é o triplo, com provolone, ovo e presunto no pão francês (R$10). Se gostar do lugar, pode levar algumas delícias do armazém pra casa, como bacalhau, castanhas e bebidas. Tudo isso a 4 minutos da estação de metrô da Uruguaiana.

Casa Villarino

Casa Villarino é onde Vinicius de Moraes e Tom Jobim se conheceram
A Casa Villarino testemunhou o nascimento da Bossa Nova (Foto: Divulgação)

Se paredes falassem, as da Casa Villarino cantariam. Sobre os pisos de pastilha, repousam as mesas onde Vinicius de Moraes e Tom Jobim sentavam quando se conheceram, mudando o rumo da música popular brasileira. Dali, saíram grandes sucessos como “Eu sei que vou te amar“, “Chega de saudade” e “Garota de Ipanema“. O painel com fotos dos frequentadores do lugar é a prova viva da história acontecendo entre um chope e outro. Para entrar no clima da Bossa Nova, peça uma dose de Whisky – a pedida favorita da dupla consagrada – e prove uma das gostosuras da delicatessen.

Nova Capela

Nova Capela é tradição da Lapa
Há 115 anos o Nova Capela serve o famoso cabrito assado (Foto: Reprodução)

A trajetória do Nova Capela tem 115 anos de tradição. A casa era porto seguro de escritores, jornalistas, músicos e intelectuais na década de 1980 na Lapa. O estabelecimento faz parte do grupo que adquiriu o status de Patrimônio Cultural da cidade em 2011, após ser tombado pela prefeitura. O restaurante é conhecido por seus pratos exóticos, como cabrito assado com arroz de brócolis, javali assado e o leitão à moda da casa.

Bar Luiz

Pelo Bar Luiz, passaram celebridades como Olavo Bilac
Bar Luiz faz parte da história do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)

A lista fecha com a primeira cervejaria da cidade. Fundado em 1887, o Bar Luiz teve outros endereços antes de se instalar na Rua da Carioca.

Na época, ainda se chamava Bar Adolph, nome que quase lhe rendeu um apedrejamento durante a II Guerra Mundial. A confusão aconteceu quando alunos do Colégio Pedro II confundiram o nome do bar com aquele outro Adolph, nem um pouco querido como o botequim. Quem conseguiu impedir a destruição foi o compositor Ary Barroso, explicando à multidão que não havia ligação entre o bar o líder nazista.

Várias outras figuras consagradas também fizeram história naquelas mesas, como João do Rio e Olavo Bilac. Hoje, o estabelecimento também possui o título de Patrimônio Cultural da cidade, uma espécie de tombamento informal cedido pela prefeitura. Que tal visitar a casa e dar um mergulho no tempo do Rio antigo?

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