ONG quer barcas entre Centro e Ilha do Governador | Diário do Porto


Mobilidade

ONG quer barcas entre Centro e Ilha do Governador

Prefeitura e Estado fazem vistoria na estação de barcas do Cocotá, na Ilha do Governador. Movimento Báía Viva pede interligação entre a Praça XV, Galeão e UFRJ no Fundão

30 de novembro de 2021

A pedido do Movimento Baía Viva governos do estado e prefeitura fizeram vistoria na estação das barcas do Cocotá (Divulgação/CCR Barcas)

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As secretarias municipal e estadual de transportes realizaram uma vistoria conjunta na Estação de barcas do Cocotá, na Ilha do Governador. O objetivo é a integração dos modais da região. A visita técnica foi solicitada pelo Movimento Baía Viva, grupo que defende o ecossistema e a preservação da biodiversidade da Baia de Guanabara. Os ecologistas também reivindicam a inclusão das bicicletas nesta integração intermodal, além de melhorias na iluminação pública do Aterro do Cocotá (Parque Poeta Manuel Bandeira) onde há muitas reclamações em especial das mulheres quanto à insegurança do local durante a noite.

Desde o ano passado, diversas instituições se mobilizaram na campanha “Barcas na Ilha do Fundão“. As entidades pedem a criação de uma interligação entre a Praça XV, a Cidade Universitária da UFRJ e o Aeroporto Internacional do Galeão. Cerca de 60 mil pessoas utilizavam a Ilha do Fundão diariamente antes da pandemia e muitos passageiros vindos do Centro e da Zona Sul não conseguem chegar a tempo no Aeroporto do Galeão por conta dos engarrafamentos cotidianos na Linha Vermelha e região

A linha aquaviária estratégica ligando a Praça XV à Ilha do Fundão também tem condições de atender, em alguns horários e nos fins de semana e feriados, aos moradores das Ilhas do Governador e de Paquetá, desta forma aumentando as opções de transporte.

Desde 2017, foi julgada uma ação civil pública que durou mais de 20 anos que anulou por ilegalidades a concessão administrada pela empresa CCR Barcas. Desde então, o Tribunal de Justiça do ERJ determinou a obrigatoriedade do Governo do Estado a realizar uma nova licitação.

“Apesar de estar em vigor uma decisão judicial desde 2014 do Tribunal de Justiça, a CCR Barcas exige uma absurda indenização de R$ 1 bilhão para sair do negócio, o que diante do impasse gerado tem mantido os insulanos refém dos acordos ilegais e escusos firmados ao longo das últimas décadas por autoridades públicas com a chamada “máfia dos ônibus”, afirma Sérgio Ricardo morador da Ilha do Governador e cofundador do Baía Viva.

Licitação das barcas será em dezembro

Após longa espera, a Secretaria Estadual de Transportes lançou em outubro o edital de licitação para escolha da nova operadora do serviços de barcas nas baías da Guanabara, Sepetiba e Ilha Grande. O resultado será conhecido no próximo dia 9 de dezembro. Atual concessionária, a CCR Barcas avisou que não irá apresentar proposta. O atual contrato se encerra em fevereiro de 2023.


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