Olimpíadas foram o grande marco do mercado imobiliário do Rio | Diário do Porto


Imóveis

Olimpíadas foram o grande marco do mercado imobiliário do Rio

Até as Olimpíadas, houve valorização de 200% nos preços de imóveis na cidade. Secovi Rio acredita que 2020 será um ano de recuperação do mercado imobiliário

25 de fevereiro de 2020

Praça Mauá, na Região Portuária, está presente no roteiro (Foto: Cedurp/Divulgação)

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Os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, tiveram profundo efeito no mercado imobiliário da cidade. Isso é o que demonstra o estudo “Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro — 10 anos”, lançado pelo Secovi Rio (Sindicato da Habitação no Rio (Secovi Rio).

De acordo com o estudo, de janeiro de 2010 a janeiro de 2016, o valor médio na cidade do metro quadrado residencial para venda subiu de R$ 4.317 para R$10.208. Ao fim dos Jogos, houve queda continua, chegando aos R$ 9.387 registrados em janeiro passado.

Já o preço do metro quadrado para locação, passou de R$ 20,87, em janeiro de 2010, para R$ 38,40, em janeiro de 2015, caindo depois para os R$ 31,95, deste ano.

O período pré-Olimpíadas foi caracterizado por grandes investimentos em infraestrutura na cidade, como o Porto Maravilha, que requalificou os bairros da Região Portuária; a extensão do metrô até a Barra da Tijuca; a construção dos Parques Olímpicos, em Jacarepaguá e Deodoro; a construção da nova pista do viaduto do Joá e a extensão das linhas do BRT.


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O grande investimento em infraestrutura gerou uma situação de pleno emprego na cidade, com atração de profissionais de outras localidades para o Rio. Essa situação mesclou-se a um cenário atrativo também no setor petrolífero, nos primeiros anos. Tudo ajudou para pressionar os valores dos imóveis e dos aluguéis para cima.

Na opinião de Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, após as Olimpíadas começou o declínio do mercado imobiliário. “O projeto de transformação previsto para a cidade atraiu muitos investimentos, mas depois o Rio não era mais a bola da vez”, afirma Leonardo.

Enquanto a cidade se preparou para os Jogos de 2016, houve valorização de mais de 200% nos preços de venda dos imóveis. “Quando o mercado parou, o preço não abaixou rapidamente porque os proprietários costumam esperar. Já a locação é mais sensível, e o valor se ajusta rapidamente”, analisa o vice-presidente do Secovi Rio.

O Secovi Rio acredita que 2020 será um ano de melhora no mercado imobiliário do Rio, com novos lançamentos e ampliação das vendas. Em São Paulo, esse movimento já foi sentido no ano passado com crescimento de quase 50%, principalmente na faixa de imóveis residenciais para baixa renda.

“O mercado está com boas opções de crédito imobiliário e de financiamento e com taxas mais atrativas. O custo para financiar está mais barato. Já era uma realidade em São Paulo e é agora no Rio também”, aposta Leonardo.


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