Olimpíada no Japão: cruzando Shibuya | Diário do Porto

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Olimpíada no Japão: cruzando Shibuya

Coluna do jornalista Vicente Dattoli, acostumado a grandes coberturas em sua carreira, traz curiosidades e assuntos dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Confira:

22 de julho de 2021


Shibuya é um dos bairros mais movimentados de Tóquio, no Japão (Foto: reprodução/ internet)


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Vicente Dattoli é jornalista esportivo. Fez sua estréia na Última Hora, que ficava ali na Rua Equador, aqui mesmo na região do Porto. Depois, foi para o Jornal do Brasil, sempre tendo o Porto como vizinho. Nos últimos 20 anos, está na assessoria da Liesa (que fica ali no início da Rio Branco). Já trabalhou em Olimpíada, Copa do Mundo, Mundial de vôlei, de basquete, corridas de Fórmula 1, Fórmula Indy…

Com vocês, a estreia da coluna Nas Esquinas de Tóquio, de Vicente Dattoli, no Diário do Porto.


Nas Esquinas de Tóquio

Vicente Dattoli

Vicente Dattoli

 

Antes de mais nada, uma explicação: Shibuya é aquele cruzamento muito louco que toda hora as emissoras de televisão exibem com gente correndo para lá e para cá… Tem faixa para pedestre da esquerda para a direita, do meio para a ponta e até em diagonal. Logo, o que não falta por ali é esquina – como não faltarão assuntos para este papo durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020/21.

Nesta sexta-feira, às 8h (de Brasília), acontecerá a Cerimônia de Abertura. Aquela mesma que deixa um monte de gente em pé por horas enquanto você, em casa, sossegadinho no sofá, com café e biscoito, assiste.

Desta vez, por conta da pandemia, prometem uma festa mais rápida, com distanciamento, máscaras e demais apetrechos. Será?
Bem, o que posso dizer é que um dos responsáveis pela cerimônia foi demitido na quinta-feira (isso mesmo, na véspera).

A razão? Uma piada, politicamente incorreta, feita em 1998. Não, não estou brincando, não: uma piada de mau gosto (como ninguém devia lembrar mais, os organizadores também não recordaram, só citaram), feita há 23 anos custou o emprego do cidadão.

Se bem que, se levarmos em conta que em razão das medidas sanitárias quem chega ao Japão está esperando até dez horas no aeroporto para ser liberado, o que são 23 anos para entender que uma piada causou constrangimento a alguém?

Não esqueçam: às 8h (de Brasília) teremos a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Só que a Olimpíada já começou.


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Há três noites a televisão tem exibido os incompreensíveis jogos de softbol, uma espécie de beisebol feminino. Japão e Estados Unidos são favoritos para lutar pela medalha de ouro.

E, se no softbol não tem Brasil, nem por isso deixamos de entrar em campo, literalmente, antes de a abertura acontecer.

Na quarta-feira de madrugada a seleção feminina de futebol marcou 5 a 0 na China. Marta, para variar, deu um show. Não pensem, porém, que teremos moleza, não. A Holanda, que está na nossa chave, fez dez (isso mesmo, dez) gols em Zâmbia. As holandesas são nossas próximas adversárias.

E nesta quinta-feira, aí não mais de madrugada, mas no início da manhã, a seleção masculina bateu a Alemanha por 4 a 2. Fizemos um primeiro tempo dos sonhos, abrindo 3 a 0 (poderíamos chegar, facilmente, aos cinco ou seis). No segundo tempo, porém, os alemães foram para cima, marcaram duas vezes e, se não tivessem um jogador expulso, poderiam criar ainda mais problemas. Paulinho completou o placar, depois que Richarlison marcara três vezes.

Então, repetindo: a partir das 8h (de Brasília) desta sexta-feira, começam oficialmente os Jogos Olímpicos de Tóquio. Saudades imensas do que aconteceu no nosso Rio de Janeiro (e ajudou a transformar o Porto) em 2016.

*Vicente Dattoli é jornalista, diretor da Associação de Imprensa Esportiva Internacional e há 20 anos assessor de imprensa da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro