O mistério dos jarros de barro do Rio | Diário do Porto


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O mistério dos jarros de barro do Rio

Em artigo, Wagner Victer chama atenção para os jarros de barro nas vias, instalados sem coerência urbanística pela gestão municipal de Marcelo Crivella

17 de junho de 2021

Jarros de Barro na Av. Presidente Vargas (Foto: Reprodução/ Internet)

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Wagner Victer

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Não sei com qual explicação e com qual razão, a Prefeitura do Rio, na gestão anterior, instalou em canteiros centrais de algumas vias diversos Jarros de Barro, totalmente incompatíveis com a questão urbanística, como os que estão atualmente ao longo da Avenida Presidente Vargas, uma via histórica e que tem a Igreja da Candelária ao fundo.

Esses Jarros, que considero horrorosos para o contexto que se destinam, também foram colocados em outros bairros como na Ilha do Governador, na Estrada do Galeão acesso Aeroporto Internacional do Galeão. Aliás do ponto de vista estrutural esses jarros limitam o tipo de plantas porque as raízes das atuais plantadas em muitos irão quebrar, pois o barro infiltrado por umidade com o tempo e não tem resistência mecânica, o pior que muitos como os da Ilha do Governador, foram apoiados em terrenos não planos e foram colocados calços improvisados para ficarem “no prumo” em uma instalação amadora e até bizarra.

Espero que o Prefeito, Eduardo Paes e o Secretário Municipal de Urbanismo, Washington Fajardo que é uma pessoa de muito bom gosto, apurem de onde vieram, esclarecendo este mistério tipo um “Jabuti Urbano”, substituindo e até fazendo alguma ação decorativa através de um mobiliário urbano compatível com a questão urbanística de cada lugar.


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Acredito que esses Jarros em formato “alguidar” ou “oberó” que são utensílios da culinária africana, que até tenho em casa como adorno, possam até serem remanejados para uso em parques e florestas urbanas, pois favorecem o plantio de vegetação rasteira que se integre com o solo e com o tempo ficam muito bonitos, pois a própria vegetação pode aderir às suas laterais.

Esses Jarros de Barro, portanto, são um mistério e até parecem uma boa “Panela Gigante para Angu à Baiana” e até caberiam, no bom humor carioca, como um monumento em homenagem a retomada do clássico restaurante “Angu do Gomes”, porém serem usados para decorar e plantar em vias urbanas não dá, pois, devem integrar harmonicamente à paisagem.

  • Wagner Victer é engenheiro, administrador, ex-secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, ex-presidente da Cedae, ex-secretário de Educação e atual diretor-geral da Alerj