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Novo Museu do Amanhã aumentará valor do ingresso

Licitação para o novo Museu do Amanhã permite que suba dos atuais R$ 20 para R$ 27 e chegue a R$ 40. Número de ingressos grátis será reduzido

16 de setembro de 2019


Em 4 anos sob a gestão do IDG, Museu do Amanhã chegou a 4 milhões de visitantes (Foto DiPo)


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O novo modelo de gestão do Museu do Amanhã, anunciado nesta segunda-feira 16 pela Prefeitura do Rio, quer tornar a instituição cultural em uma fonte de renda para o Município. Para isso, quem vencer a licitação poderá aumentar o valor do ingresso de R$ 20 para R$ 27 já no primeiro dos 15 anos da nova concessão.

O edital, que deve ser publicado no Diário Oficial do Município, prevê que as empresas interessadas na concorrência terão 30 dias para apresentar suas propostas. Se tudo correr bem, um novo gestor será escolhido antes do vencimento do contrato entre a Prefeitura e o IDG, atual gestor do museu, que termina em 24 de novembro.

O ganhador da licitação poderá ainda aumentar o valor dos ingressos anualmente em R$ 5, até o limite de R$ 40. Os aumentos não são obrigatórios, dependerão dos cálculos do próprio gestor, que terá que equilibrar seus gastos e receitas com as exigências da Prefeitura. Os primeiros 15 anos de gestão poderão ser renovados, se houver acordo entre as partes, sem necessidade de nova licitação.


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Durante a administração do IDG, nos últimos 5 anos, o Museu do Amanhã se tornou uma referência internacional e ultrapassou a marca dos 4 milhões de visitantes. Pela modalidade em que foi contratado, o IDG deveria receber subsídios anuais da Prefeitura, além de poder celebrar patrocínios privados e obter renda de bilheterias e eventos.

Agora, no novo modelo de concessão, a Prefeitura se desobriga de contribuir financeiramente para a manutenção do museu e além disso vai cobrar uma outorga de R$ 1.461.700,00, com o direito adicional de participar de 5,5% das receitas do museu com bilheteria e aluguel de espaços.

Além de dar conta dessas exigências, a Prefeitura quer que o novo gestor reduza o índice de gratuidades nas entradas de 43% para 30%, mas mantendo as isenções previstas na legislação. Caberá ao novo gestor descobrir a solução para essa equação. Atualmente, o museu mantém um programa de gratuidade para os moradores da Região Portuária, o que inclui as comunidades da Providência e do Morro do Pinto, os bairros da Gamboa, Saúde e Santo Cristo.

A Secretaria Municipal de Fazenda, responsável pelo novo modelo adotado pela Prefeitura, diz que o objetivo é tornar o museu autossustentável, sem que haja mais necessidade de apoio público. “A estimativa é de redução do custeio (gasto da Prefeitura com o museu) em R$ 300 milhões nos 15 anos da concessão”, avalia o subsecretário municipal de Patrimônio, Marcus Vinicius Belarmino.

Segundo o novo secretário municipal de Cultura, Adolpho konder, “chegou o momento em que esse museu precisa caminhar com pernas próprias. O modelo de concessão proposto é uma forma moderna de gestão pública. Ressaltamos o cuidado da curadoria do museu, respeitando sua vocação social, mas é preciso pensar em uma gestão sustentável “.

O museu foi construído em um terreno que pertence à Companhia Docas, pelo qual o Município paga um aluguel mensal de R$ 230 mil. Segundo a Prefeitura, esse contrato será mantido.